AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE DERIVADOS DE TRIGO POR MEIO DE QUESTIONÁRIO DE FREQUÊNCIA DO CONSUMO ALIMENTAR EM MARINGÁ, PR

Raquel Riccomini Munhoz, Magda Pires Correa Rivabene Aquino, Isabelle Zanquetta Carvalho, Alexandra Perdigao Maia de Souza

Resumo


O trigo é amplamente utilizado na alimentação humana e ocupa o primeiro lugar em volume de produção mundial. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o consumo de derivados de trigo pela população de Maringá, Paraná, e sua correlação com fatores demográficos e estado nutricional. A pesquisa foi de natureza quantitativa com coleta de dados transversal. Foram avaliados 270 indivíduos adultos com idade entre 20 a 59 anos, de ambos os sexos. Os indivíduos foram abordados nos supermercados da cidade de Maringá, Paraná. Utilizaram-se dois questionários para coleta de dados. No primeiro continham perguntas sobre o perfil dos indivíduos entrevistados (sexo, idade, cor, escolaridade, renda familiar, peso, estatura e Índice de Massa Corporal – IMC). No segundo continha o Questionário de Frequência Alimentar Quantitativo (QFA), utilizado para avaliar o consumo de derivados de trigo. As informações de peso e estatura serviram para o cálculo do IMC: peso (kg)/estatura(m)2, e então se detectou o estado nutricional segundo os pontos de corte estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As associações entre o consumo de derivados de trigo e fatores demográficos e estado nutricional foram realizadas por meio de análise estatística, para a qual se utilizou o programa Epi Info versão 7.2.0.1. Os dados foram submetidos ao teste de Mann-Whitney (p<0,05) para se determinar a significância dos resultados. Os resultados demonstraram consumo maior de alimentos do tipo fast food por adultos entre 20 e 30 anos e em quantidades expressivas em todas as faixas de IMC. Identificaram-se como derivados de trigo mais consumidos os de panificação e as massas. Não houve significância estatística ao se comparar peso com ingestão dos derivados de trigo.

Palavras-chave


Inquéritos nutricionais; Estado nutricional; Antropometria

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DOI: http://dx.doi.org/10.17765/1518-1243.2017v19n1p67-74

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