AUTOPERCEPÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE BUCAL EM ADULTOS DO SUL DO BRASIL

Roberta Vedana Erckmann, Mirian Kuhnen, Everley Rosane Goetz, Anelise Viapiana Masiero

Resumo


Os agravos de saúde bucal ainda se constituem como importante problema de saúde pública. Estudos de base populacional são essenciais para identificar grupos prioritários e, neste contexto, investigar a autopercepção dos indivíduos complementa a análise objetiva, dando outro significado para as ações de planejamento em saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a autopercepção de saúde bucal e fatores associados na população adulta de uma Unidade Básica de Saúde com Estratégia de Saúde da Família, do sul do Brasil. Participaram do estudo 207 sujeitos. A coleta de dados deu-se por meio de entrevista subjetiva, utilizando de questionário Oral Health Impact Profile – versão reduzida e exame clínico. Na análise dos resultados identificou-se que 43,0% da população avaliaram como positiva sua saúde bucal. Observou-se associação das variáveis e idade (p=0,036), cor da pele (p=0,030) e escolaridade (p=0,022) com a autopercepção positiva. Em relação à necessidade de tratamento, 71,5% acreditam precisar de alguma intervenção odontológica. Quando questionados sobre o impacto das condições bucais em sua qualidade de vida a maioria não percebe esta relação. No exame clínico, constatou-se que 48,2% dos indivíduos possuíam cárie dental e 81,7% necessitavam de prótese. Nesse sentido é necessário dar ênfase à educação em saúde a fim de que a população perceba a relação da saúde bucal com a saúde geral e com a qualidade de vida.

Palavras-chave


Autopercepção; Saúde bucal; Qualidade de vida

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DOI: http://dx.doi.org/10.17765/1518-1243.2017v19n2p119-125

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