Capacidade para o Trabalho de Professores do Ensino Superior

Jefferson Jorge Camilo, Daniela Ferreira Correa da Silva, Marcelo Picinin Bernuci, Sônia Maria Marques Gomes Bertolini

Resumo


A atividade docente, a partir das mudanças impostas pela atual conjectura econômica do país, torna o ambiente de trabalho do professor um risco à sua própria saúde, comprometendo, inclusive, a qualidade de ensino e os rumos da educação. Este estudo teve como objetivo verificar o índice de capacidade para o trabalho de professores do ensino superior de uma instituição de ensino do Noroeste do Paraná. Foi utilizado como instrumento para coleta dos dados o questionário Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT) que inclui a autopercepção e a autoavaliação de todos os fatores envolvidos. Participaram deste estudo 71 professores (46 mulheres e 25 homens), com idades entre 26 e 58 anos (média de 40 anos). Quanto à classificação da ocupação para o trabalho em relação às exigências físicas, a maioria considerou boa (51,35%). Também foram classificadas como boas pela maioria dos entrevistados (64,86%) as exigências mentais para as atividades ocupacionais. Os resultados analisados apontaram que 56,43% do total da população estão na categoria boa do ICT e 2,84% na categoria moderada. O escore médio do ICT dos professores foi de 42,39±3,44 pontos o que representa boa capacidade para o trabalho, mesmo a maioria tendo apresentado algum tipo de lesão. Estes resultados devem ser analisados com ressalvas uma vez que se trata de professores de uma instituição privada e o receio de se exporem pode ter influenciado nesses resultados.

Palavras-chave


Ensino Superior; Estresse Ocupacional; Professor

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Revista Cesumar – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Unicesumar, Maringá (PR), Brasil
ISSN 2176-9176 On-line
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ISSN 1516-2664 Versão impressa interrompido em 2019

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