Diáspora em “Uma Margem Distante” de Caryl Phillips

Thomas Bonnici

Resumo


A diáspora e a teoria da diáspora são atualmente importantes itens discutidos nos Estudos Pós-coloniais, já que trata-se não apenas dos eventos pré-transnacionais mas também de acontecimentos que compreendem a transculturação, a identidade e o hibridismo. O romance Uma margem distante, de Caryl Phillips, publicado em 2003, retrata o fenômeno da diáspora em sua modalidade de tema sobre refugiados e procura de emprego referente ao africano Gabriel/Solomon. O refugiado africano procura abrigo num “lugar imaginariamente aconchegante” chamado Inglaterra, abarrotado de preconceitos sexuais e racistas. A consciência de estar-sem-lar do negro está baseada na premissa colonial histórica da diversidade, outremização e degradação. Outro tipo de diáspora e condição estar-sem-lar pertence paradoxalmente a certas pessoas, as quais, embora nascidas na Inglaterra, sentem-se deslocadas em seu próprio país. Embora às vezes algumas circunstâncias tenham causado a derrocada das barreiras do preconceito, a outremização como efeito da solidão e o ambiente hostil contra o outro criam um topos instável para sujeitos já fragmentados. Parece que o fim trágico de Solomon e o processo de frustração em Dorothy revelam não apenas o fim da amizade entre os dois sujeitos, mas também simbolizam a fragmentação do indivíduo, negro ou branco, num mundo transnacional.

Palavras-chave


Diaspora; Caryl Phillips; Estar-sem-lar; Lugares imaginários; Outremização; Sujeito fragmentado; Diaspora; Caryl Phillips; Homelessness; Imaginary places; Othering; Fragmented subject.

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Revista Cesumar – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
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