O Chimarrão e suas Repercussões Bucais

Sara Sehnem, Vanessa Cristina Veltrini

Resumo


Este trabalho teve como objetivo definir o perfil epidemiológico dos consumidores de chimarrão, as repercussões bucais causadas, e também a relação etiológica entre o câncer bucal e o chimarrão. Para a realização dessa pesquisa, foram entrevistados 50 consumidores de chimarrão, residentes no Estado do Rio Grande do Sul, que responderam a um questionário contendo 12 perguntas objetivas, abordando dados como temperatura da água, frequência e duração do consumo, tempo de uso, presença de lesões associadas, histórico familiar de câncer bucal, uso de cigarros, ingestão de outros líquidos em temperaturas altas e conhecimento do entrevistado sobre possíveis efeitos bucais do mate e consciência quanto aos malefícios, dentre outras. A partir dos resultados obtidos, constatou-se que a grande maioria dos entrevistados iniciou a ingerir o chimarrão na infância, por vontade própria, consome há pelo menos 10 anos, em uma frequência de duas vezes ao dia, por pelo menos 30 minutos, em temperatura alta. A maior parte dos entrevistados relatou ausência de lesões bucais relacionadas ao consumo do mate, apenas um pequeno percentual apresentava histórico familiar de câncer bucal e poucos tinham consciência dos possíveis malefícios advindos do consumo de chimarrão. O cirurgião dentista tem um papel importante na prevenção de eventuais lesões relacionadas ao hábito, já que a maioria dos usuários nunca recebeu qualquer orientação.

Palavras-chave


chimarrão; câncer bucal; lesões bucais.

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Saúde e Pesquisa
Unicesumar, Maringá (PR), Brasil
ISSN 2176-9206 On-line
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ISSN 1983-1870 Versão impressa interrompido em 2019

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