ADOLESCENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1: ESTRESSE, COPING E ADESÃO AO TRATAMENTO

Vanessa Marques Gibran Victório, André Luiz Monezi Andrade, Andressa Melina Becker da Silva, Wagner de Lara Machado, Sônia Regina Fiorim Enumo

Resumo


Este estudo verificou as relações entre estressores do diabetes mellitus tipo 1 e seu enfrentamento e os comportamentos de autocuidados em 10 adolescentes, que responderam os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, Summary of Diabetes Self-Care Activities Questionnaire, o Questionnaire on Stress in Patientes with Diabetes-Revised, Adolescent/Child’s Self-Report Responses to Stress-Diabetes, todos com validação linguística, e a Escala de Coping do Diabetes para Adolescentes, baseada na Motivational Theory of Coping. Observou-se baixa adesão aos autocuidados. São principais estressores a hipoglicemia, o regime terapêutico e as queixas somáticas, os quais ameaçam a necessidade psicológica básica de Competência e geram raiva. Os adolescentes lidam com o regime terapêutico de forma mal adaptativa, diminuindo a adesão à atividade física. Estressores relacionados à ansiedade/depressão apresentaram maior número de correlações, especialmente com respostas de estresse involuntárias e de desengajamento. Essa análise das variáveis motivacionais do processo de adesão ao tratamento fornece dados prescritivos para intervenções com essa população.

Palavras-chave


Estresse psicológico; Enfrentamento; Cooperação e Adesão ao Tratamento; Diabetes mellitus Tipo 1; Adolescente

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9206.2019v12n1p63-75

Saúde e Pesquisa
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