Prevalência de Depressão Pós-Parto em Puérperas de Maringá

Fabrícia Tissei Mosso, Francielli Cangussu de Lima Volpi, Douglas Valdir Scalise, Maria Aparecida Salci Molina, Edivan Rodrigo de Paula Ramos

Resumo


Considerando-se que a depressão é o distúrbio afetivo mais comum no puerpério e afeta tanto a saúde da mãe quanto a do bebê, este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de determinar a prevalência de depressão pós-parto e seus fatores de risco em puérperas atendidas em um hospital público de Maringá - PR. Entre 45 e 60 dias após o parto normal ou cesárea, 50 parturientes responderam uma escala para detecção de sintomas depressivos (Escala de Edimburgo) e um questionário para avaliação de características psicossociodemográficas como idade, estado civil, grau de escolaridade, ocupação, número de filhos, número de consultas pré-natal, reação do pai à gravidez, pensamento e tentativa de interromper a gravidez. Os resultados foram descritos de forma quantitativa e analisados pelo Teste Exato de Fisher com nível de significância p<0,05*. Foi demonstrada uma prevalência de 28% de DPP, que esteve significativamente associada à ocupação (p=0,0422*), reação do pai à gravidez (p=0,0119*) e planejamento da gestação (p=0,0296*). Estes resultados demonstram que a prevalência de DPP encontrada é alta e está próxima à média das prevalências encontradas em outros estudos, indicando assim, a necessidade de uma maior atenção dos profissionais de saúde, em especial do enfermeiro, em relação à saúde mental de gestantes e parturientes.

Palavras-chave


Depressão; Puerpério; Prevalência; Fatores de Risco; Enfermagem; Depression; Puerperium; Prevalence, Risk Factors; Nursing.

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Saúde e Pesquisa
Unicesumar, Maringá (PR), Brasil
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