Comentários do leitor

Gibis

por Leonardo Farias (2018-06-19)


estantes colecionadorOs gibis foram têm seu nome proveniente de uma gíria do Sul do Brasil. Nada estantes disso consegui me segurar são apenas 45 Km de Peixoto a Guarantã porém com a estrada de chão e esburacada mais rio para atravessar na balsa, demorava muito na viagem e mais uma vez a fome estava presente na minha vida. Se tinha algum dinheiro, precisava comprar comida para os filhos menores que ficavam em casa com pai alcoólatra, bebê eu levava, uma almofada para colocar ao meu lado no chão e na hora do almoço eu comia bolacha de água e sal com água do filtro, esse era meu alimento para amamentar bebê recém nascido.

A experiência de leitura de uma HQ é diferente da de um livro, como é diferente a forma de percebê-lo através de um filme ou uma peça de teatro. Cada justamente essa diferença que se procura usufruir nas adaptações. Essas novas formas de leitura não afetam original. Ele continuará sempre lá, preservado em seu formato, sem correr nenhum perigo.

Como boa fã da Marvel , fui ao cinema assistir Thor: Ragnarok e antes de qualquer coisa, preciso destacar que esse filme é, de longe, um dos melhores desse universo. Deixar filme na mão de Taika Waititi talvez tenha sido uma das decisões mais acertadas que a Marvel já tomou, porque os filmes de Thor eram conhecidos por serem mais sérios e obscuros, e esse terceiro longa ri de sua desgraça do começo ao fim. Desde os primeiros cartazes e teaser (com essa trilha sonora incrível) dava pra ver que os ares de Ragnarok iam mudar completamente a franquia Thor, e amém que mudou para melhor! A direção é absurdamente incrível em todos os momentos: das cenas mais sérias e tensas às de comédia e luta, é tudo impecável.

Hehehe, a minha estante tb é em MDF, sem dúvida é melhor custo-benefício. Meus DVDs, desde que eu comecei a minha coleção em 2001, são guardados por ordem de compra, na verdade vem Titanic (a versão com 4 discos), os classicos da Disney ( Rei Leão, A Bela e a Fera, entre outros animados em 2d), e depois começa a coleção por ordem de compra.

HQ são imagens sequenciais então, apesar de tentar interferir mínimo possível, sou obrigado a narrar a história original de uma forma diferente, seguindo meu plano de montagem pessoal. Mas nunca coloco personagens novos nem crio situações que não existiam. Quanto aos detalhes, em um livro eles são infinitos, e estão inclusive nas entrelinhas. Muitos deles passam para roteiro. E Rodrigo costuma resgatar muitos outros.

Abaixo, segue uma das entrevistas que fiz para a matéria, com escritor e roteirista Ivan Jaf, autor do lançamento Dom Casmurro, da Editora Ática. Além de adaptar Dom Casmurro, Jaf transpôs para os quadrinhos histórias Cortiço, Guarani, A Escrava Isaura e Memórias de um Sargento de Milícias. Também adaptou obras de Edgar Alan Poe, Julio Verne e E.T.A. Hoffmann, entre outros.

E aí temos problema. Quando um opinador usa, para qualificar uma HQ, fica bonito na estante", quer dizer que tudo está errado! Os encadernados precisam existir, mas talvez você leitor, não precise comprar obras com qualidade questionável, apenas para ter uma lombada super bonita na estante. A primeira coisa que vocês devem se questionar quando compram algo é: A história é boa e vale todos os reais que vou investir nela?" Pois, quando você compra uma obra, sua primeira experiência deve ser prazer da leitura, por um número de vezes determinado apenas por você, e não para pegar volume e botar na estante para fins de ostentação domiciliar, junto a visitas e amigos nerds".

Ideia, roteiro, rascunho, desenho, arte final, letramento, paginação, impressão, montagem e distribuição: as fases de produção de uma história em quadrinhos são várias e muito trabalhosas. Na Sessão Geleia HQ, desafio era cumprir todas essas etapas em grupo - e em apenas 24 horas. Em uma mesma sala, a criatividade de 12 desenhistas cresceu até quase não caber mais. Gabriel Góes, João Lin, Luciano Salles, Magenta King, Pedro Cobiaco, Tiago Lacerda (Elcerdo), João Carlos Vieira (João Azeitona), Dalton Tadeus Soares Cara (Dalts), Mateus Santolouco, Felipe Nunes, Marcelo Costa e Magno Costa uniram esforços para produzir "Rô", a história de um personagem sem gênero definido, contada em terceira pessoa e por vários pontos de vista. "A ideia era achar um tema com algum elemento em comum que ligassem as histórias. Este elemento iria ser plano principal para cada artista criar. E foi definido que seria um personagem esse elo", explica Tiago Lacerda.

A obra é em formato americano impressa em papel couchê - aquele papel maroto mais durinho de maior qualidade e durabilidade - que agrega um valor maior ao produto final. Outro ponto forte que me agradou muito foi a iniciativa da Editora Draco. Eu particularmente achei muito bacana esse processo de seleção, que de repente pode abrir espaço para novos talentos tupiniquins no mundo das hq's. Gosto muito de ver brasileiros se destacando pelos bons trabalhos, é excelente para mercado interno.