Comentários do leitor

O Colecionador Resenha Literária

por Leonardo Farias (2018-06-22)


estantesColecionador de livros e objetos de viagem? Há coisas que tem tanto valor sentimental que não podem ficar guardados em caixas. Uma boa opção para torná-los parte da decoração é expor em prateleiras ou em uma estante de ferro, com a vantagem que a estante para carrinhos não precisa de buracos na parede. Basta encontrar um lugarzinho pra ela e pronto. Disponha nas prateleiras da estante ferro objetos que tragam boas lembranças e terá não apenas um ambiente bem decorado, mas interessante e cheio de histórias para contar para seus amigos que visitarem sua casa.

Grande leitora de quadrinhos eu não sou, mas de vez em quando curto fazer umas incursões. Os fãs de quadrinhos que me lerem vão me achar uma boba, mas fico ainda super-ultra-deslumbrada quando eles são sobre a vida real. Os resquícios de quem passou a infância toda lendo Turma da Mônica e sendo feliz. deslumbre foi assim com Maus, do Art Spiegelman, que é absurdo de bom ao contar a história de uma família judia em meio ao holocausto. E aí me deparo também com a série Fracasso de Público (no original, Box Office Poison), do Alex Robinson, dividida em três volumes: Heróis Mascarados e Amigos Encrencados, Desencontro de Titãs e Adeus.

Navegando pela internet, encontrei esse tutorial para fazer uma estante em miniatura. Sobre colecionismo: agora que eu estou prestes a alcançar número de 500 quadrinhos na minha coleção. Comecei há poucos anos, com volume 4 da Biblioteca Histórica Marvel do Homem-Aranha. Aliás, tudo começou com a vontade de ter material clássico do Aracnídeo, um dos meus personagens favoritos.

Só para deixar bem claro: eu não quero dizer com nada disso que você não deveria nunca mais comprar uma revista em quadrinhos analógica. Eu sei que para muitos fãs nada vai superar a sensação do papel nas mãos, e orgulho de ter comprado uma edição lá na época em que ela saiu pela primeira vez". Eu acho que as duas formas são legais, e apesar de hoje em dia ler praticamente só na tela, não acho que qualquer um deva" fazer mesmo. que eu acho é que não se deve dispensar essa nova possibilidade apenas pelo orgulho velha guarda. Há espaço para as duas formas.

Moacy Cirne, professor aposentado, escritor e autor do primeiro livro brasileiro sobre quadrinhos (A explosão criativa dos quadrinhos", de 1970), vê como uma necessidade natural essa desmitificação dos quadrinhos. Mais cedo ou mais tarde, esse processo seria desencadeado. As HQs têm uma linguagem que dialoga com várias áreas, e a produção brasileira não deixa a desejar para nenhum mercado. Mas, como a coisa é muito dinâmica, a tal globalização contribui para quadrinho perder um pouco a personalidade, a característica de determinado lugar", disse Moacy.

Eles são queridinhos em todo mundo. Atraem fãs e a atenção de pessoas de todas as idades. Por isso, os gibis foram atração à parte da Comic-Com , uma convenção internacional de cultura pop que teve sua última edição em julho deste ano, em San Diego, nos Estados Unidos. evento reuniu milhares de apaixonados pelas revistas em quadrinhos e afoitos pelas novidades que universo dos gibis está preparando para 2011.

A Mari, que padece do mesmo problema, com um pouco mais de entusiasmo por causa da sua organização, um dia desses me disse que estava pensando em doar seus livros da Chimamanda Ngozi Adichie para fazer a coleção nova da Companhia das Letras, com imagens de mulheres negras com cabelo trançado, em cores vivas (ainda não sabemos desfecho dessa história).

Às vezes me bate a vontade de entender a psicologia do colecionismo. que leva pessoas a quererem juntar, e geralmente ostentar que juntaram, todas as coisas que fazem parte de uma série, um conjunto, um agrupamento. motivo de aquilo ser uma coleção pode ser evidente - todos os números de uma coleção de gibis - ou só existir na cabeça da pessoa. Como fui afetado pelo colecionismo desde cedo, queria entender inclusive por que tem pessoas que não fazem coleção de nada.

João, formado em Sociologia, é um ícone bastante presente na cena cultural de Charqueadas. Músico e compositor, ele não somente admira a literatura, como também contribui com ela escrevendo crônicas. Amante dos livros, além de se identificar com Tex Willer, faz da leitura do gibi uma espécie de ritual.

Ler Shakespeare em quadrinhos, porém, não me fez ter curiosidade de ler original. Fui ler muito tempo depois Hamlet e Macbeth por outros motivos. Meu livro de quadrinhos shakespearianos era tão bonito que ele bastava. Não sei até que ponto transformar livros importantes em história em quadrinhos faz com que a criança se interesse em ler livro original. Com algumas isso pode ocorrer, com outras, não. A história em quadrinhos adaptada de livros, quando é benfeita, isto é, quando mostra um casamento harmônico entre texto e desenho, não precisa servir de meio para estimular a leitura do original. Se ela estimular tal leitura, ótimo. Mas se estimular a leitura de outros quadrinhos, ótimo também.