Comentários do leitor

Técnicas De Conservação Livros E Quadrinhos

por Leonardo Farias (2018-06-22)


Coleciono fora das embalagens (loose) pois gosto de tocar e ver de perto os detalhes (talvez minha profissão influencie nisso rsrs). Para manter a coleção organizada e protegida da ação do tempo e das mãos de crianças (tenho um filho de 6 anos e uma filha de 2 anos) e de curiosos eu optei por armazená-los em expositores de parede (de 50 a 120 nichos) tentando separar por temas. Meu filho João Pedro também já iniciou sua coleção, as miniaturas mais legais a gente separa no expositor no quarto dele e outras viram brinquedos que logo ficam detonados, afinal ele é uma criança. Isabel tem sua Kombi rosa desde antes de nascer, porém a miniatura já está bem castigada por suas brincadeiras.

estantesdetalhe é que eu colecionava, aí parava, me desfazia de tudo, e partia pra outras coleções tipo super-heróis - mas continuava lendo quadrinhos Disney - aí desistia de heróis e ia atrás de Will Eisner, Moebius e outros nomes, e colecionava tudo deles, depois me desfazia e começava os Disney outra vez. Era uma procura meio maluca por não sei quê".

E essa foi mais uma coleção sensacional de um de nossos leitores! Seria algo como Yanker, " Colecionador Misterioso" (também temos Usys)! Figuras muito maneiras, um gosto bastante diversificado e bem nostálgico! Também me surpreendi ao saber que pude contribuir para que alguém adquirisse uma figura por causa de algum review que fiz! São essas pequenas coisas que nos motivam a continuar escrevendo! Aproveitem e deem uma passada lá na Estante do Yanker, clicando nos links acima.

Não se deve utilizar uma única medida padrão para tudo. Se pensar cada espaço para guardar tipo de quadrinho (tamanho, formato, etc) irá aproveitar muito mais armário e caberão mais quadrinhos e de forma mais organizada. Por isso que se chama: "móvel planejado", rsrsrs.

Ibáñez é um livro bem representativo e importante em qualquer coleção de HQs argentinas. É a única colaboração de dois grandes nomes dos quadrinhos, Robin Wood e Enrique Breccia. Esta edição de 2006 da Doedytores reúne pela primeira vez em livro as histórias dos autores em seu formato original preto e branco. É que nos anos 1980 a editorial Columba coloriu os originais de Breccia em uma tentativa de popularizar as histórias, mas tratamento foi horrível e bem aquém dos traços do desenhista argentino.

A maioria dos colecionadores opta por definir a sua coleção por um tema. Tem gente que coleciona apenas miniaturas de uma determinada marca (Hot Wheels ou Greenlight, por exemplo), outros colecionam apenas de uma determinada montadora (Volkswagen, Audi, etc) e alguns colecionam apenas determinados modelos como Fuscas e Mustangs. Existem coleções imensas por aí apenas compostas somente de Mustangs.

Recomendo a HQ que é garantia de diversão, e aos que se interessarem, também há uma versão adaptada para cinema que eu adorei de paixão. No filme, Scott é interpretado pelo ator Michael Cera, e a história é retratada de maneira fiel e igualmente divertida.

Jorge Beard e Haroldo Hutchins são duas crianças cheias de energia e que adoram fazer travessuras, tantas que sobra até para os colegas de classe. Se você é um colecionador" de enfeites e recordações, com certeza precisa de espaço para organizar e expor todos os seus bibelôs, livros, decorações, enfim, que precisar! Para isso uma estante é sempre a melhor opção. Um móvel clássico que vem se renovando a cada geração, sem perder a utilidade e tomando cada vez mais um viés decorativo no ambiente.

Apenas pelo prazer de completar uma coleção, terceiro volume de A Era do Apocalipse (Panini, R$ 24,90), chega às bancas e comic-shops esta semana. A saga foi inovadora para os anos 90 nas HQs americanas, mas como envolveu todo universo mutante, resultado ficou bastante irregular. Nesta edição temos os títulos Arma X, X-Man, X-Calibre, Gambit e os X-Eternos e Factor X, além de Amazing X-Men. Ou seja, muita porcaria.

Já li um bocado de coisa nessa vida, já tive algumas respostas diferentes pra essa pergunta e talvez minha opinião ainda venha a se renovar um dia. Ler um romance é uma experiência bem diferente de uma hq, ritmo de leitura é outro, as sensações de ler só letras e imaginar todo resto é diferente de ver ilustrações e balões de fala em diferentes formatos e cores e, apesar de serem narrativas, os dois universos são diferentes demais. Não tem melhor ou pior, tem apenas diferentes. Não sei que vou querer ler amanhã, sei que minha estante para hot wheels tem de tudo. Concordo com Paulo Ramos, história em quadrinhos é uma mídia à parte da literatura.

Agora os pontos ruins: a Tia May é um acessório, não tem relevância nenhuma para história e as cenas com ela também poderiam ser cortadas que não fariam diferença no filme. Tirando Ned que é melhor amigo e Flash que é alívio cômico e garoto que pega no pé do Peter, os outros personagens também não apresentam nenhum tipo de relevância narrativa. A pior personagem sendo a da Michele, várias teorias foram divulgadas recentemente apontando quem ela seria na verdade, mas foi um desperdício de tempo, todas as cenas dela são sem sentido e ela aparece e some do nada, completamente descartável.