NÚMERO DE FOLHAS E BOKASHI NA BROTAÇÃO E CUSTOS DE PRODUÇÃO DE MUDAS DE Schinus terebinthifolius Raddi. POR ESTAQUIA

Cleberton Correia Santos, Luiz Felipe Balbueno Leite, Orivaldo Benedito da Silva, Elissandra Pacito Torales, Néstor Antonio Heredia Zárate, Maria do Carmo Vieira

Resumo


Schinus terebinthifolius Raddi. (pimenteira rosa, Anacardiaceae) é utilizada devido às suas propriedades medicinais e condimentares, com valor agregado no mercado. Apesar disso, há poucos estudos relacionados à propagação vegetativa e custos de produção de mudas da espécie. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença de folhas e uso de bokashi na propagação vegetativa da pimenteira rosa. Avaliaram-se três tipos de estacas caulinares com 0, 1 ou 2 folhas, sem e com adição de bokashi (10 g kg-1) ao substrato, sob sombrite 50%. O arranjo experimental foi em esquema fatorial 3x2, no delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. As maiores porcentagens de brotações foram observadas em estacas sem folhas, sem bokashi (50,0%), aos 35 e 42 dias após o estaqueamento (49,3% e 47,2%, respectivamente); o maior índice de velocidade de brotação foi nas estacas sem folhas (0,5766) e o maior comprimento de brotos (24,37 cm) foi observado com a adição de bokashi ao substrato. Os custos de produção variaram entre R$ 232,07, entre o maior (R$ 2.428,66) com bokashi e o menor (R$ 2.196,59), sem bokashi. A quantidade de folhas e uso de bokashi influenciaram na propagação por estaquia e custos na produção de mudas de pimenteira rosa.

Palavras-chave


Biofertilizante; Pimenteira rosa; Planta medicinal

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DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9168.2019v12n1p219-232

Revista em Agronegócio e Meio Ambiente


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