<b>Zona de Amortecimento e Desenvolvimento Sustentável: O Caso da Estação Ecológica do Caiuá, Diamante do Norte, Pr

  • Mariza Barion Romagnolo Universidade Estadual de Maringá
  • Giselli Brigantini Estação Ecológica do Caiuá - ESEC
  • Paula Eliza Zabloski Coqueiro Estação Ecológica do Caiuá - ESEC
  • Kellyton Cristian de Almeida Consórcio Intermunicipal da Área de Proteção Ambiental Federal do Noroeste do Paraná - COMAFEN/E.E.Caiuá
  • Doraci Ramos de Oliveira Estação Ecológica do Caiuá - ESEC - SEMA/IAP
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Estação Ecológica do Caiuá, Zona de Amortecimento.

Resumo

Quando falamos em desenvolvimento sustentável temos que considerar não só os aspectos materiais e econômicos, mas também os políticos, sociais e culturais. As Unidades de Conservação de Proteção Integral possuem em seu plano de manejo uma área que tem como objetivo amenizar os impactos ambientais sofridos principalmente pelos efeitos de borda, que funcionam como zona de amortecimento, estando sujeita a restrições sobre todas as atividades que degradem o meio ambiente, podendo ser usadas de forma sustentável. Dentro deste contexto, este trabalho tem por objetivo levantar informações sobre o uso da Zona de Amortecimento da Estação Ecológica do Caiuá (ESEC Caiuá), localizada no município de Diamante do Norte, PR (22º41’S e 52º55’W). Para se conhecer os aspectos da zona de amortecimento da ESEC Caiuá, foi realizado, através de revisão da literatura um diagnóstico dos fatores sócio-econômicos, comunidades residentes nestas áreas, assim como os aspectos ambientais e uso dos recursos naturais. Realizou-se, também, de modo informal uma análise da percepção desta comunidade, sobre desenvolvimento sustentável integrado com a ESEC Caiuá. Os resultados evidenciaram que na zona de amortecimento instituída pelo Plano de Manejo da ESEC Caiuá poucas atividades estão de acordo com os preceitos de um desenvolvimento sustentável. Diversas são as causas apontadas para esta deficiência, entre elas a falta de integração da Unidade com os proprietários, as condições econômicas, sociais, culturais e históricas dessas propriedades e a ausência de informações sobre uso correto dos recursos naturais. Dessa forma sugere-se que, para um desenvolvimento se tornar sustentável, é necessário haver um trabalho continuo e permanente da Unidade com a comunidade integrante da zona de amortecimento em atividades de gestão participativa e uso racional dos recursos.

Biografia do Autor

Mariza Barion Romagnolo, Universidade Estadual de Maringá
Docente do Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Maringá - UEM. E-mail: mbromagnolo@uem.br
Giselli Brigantini, Estação Ecológica do Caiuá - ESEC
Bióloga e Estagiária da Estação Ecológica do Caiuá - ESEC. E-mail: gibrigantini@hotmail.com
Paula Eliza Zabloski Coqueiro, Estação Ecológica do Caiuá - ESEC
Bióloga e Participante do Programa de Voluntariado da Estação Ecológica do Caiuá - ESEC. E-mail: paulinhazabloski@yahoo.com.br
Kellyton Cristian de Almeida, Consórcio Intermunicipal da Área de Proteção Ambiental Federal do Noroeste do Paraná - COMAFEN/E.E.Caiuá
Biólogo e Coordenador de Pesquisa e de Educação Ambiental do Consórcio Intermunicipal da Área de Proteção Ambiental Federal do Noroeste do Paraná - COMAFEN/E.E.Caiuá. E-mail: kellytonbiologo@gmail.com
Doraci Ramos de Oliveira, Estação Ecológica do Caiuá - ESEC - SEMA/IAP
Geógrafo e Gerente da Estação Ecológica do Caiuá - ESEC - SEMA/IAP. E-mail: doracir@pr.gov.br
Publicado
2011-01-25
Seção
Meio Ambiente