SOCIODEMOGRAFIA DOS AGRICULTORES FAMILIARES: CONTRIBUIÇÕES DA FEIRA LIVRE PARA SUSTENTAÇÃO DO SISTEMA

Daiane Pavan, Silvio Santos Junior

Resumo


Nas últimas décadas, a agricultura familiar assumiu importância estratégica para o desenvolvimento sustentável. No Brasil, a partir da década de 1990, a classe passou a ser reconhecida e programas institucionais foram desenvolvidos. Neste contexto o município de Chapecó (SC), na tentativa de mitigar o êxodo rural o poder público, agricultores e consumidores, em 1998, criaram as feiras livres, nas quais os agricultores tiveram a oportunidade de comercializar seus produtos diretamente aos consumidores. Assim, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar as características sociodemográficas do feirante e identificar as contribuições das feiras livre de Chapecó (SC) para o fortalecimento da agricultura familiar. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa de caráter descritivo, sendo a coleta de dados realizada por meio de entrevista semiestruturada, com 12 famílias de agricultores feirantes, bem como a observação não participativa nas feiras livres. A interpretação dos dados ocorreu mediante a análise narrativa. Os achados revelam que as propriedades se caracterizam como minifúndios, com uma força de trabalho envelhecida e número de integrantes reduzido. Revelou também que as feiras livres representam uma alternativa para diversificação de renda e produção, acesso aos mercados e permanência na atividade rural.

Palavras-chave


Agricultura familiar; Sociodemografia; Feira livre; Estratégia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9168.2017v10n3p653-671

Revista em Agronegócio e Meio Ambiente
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