<b>Levantamento do Consumo de Antidepressivos em um Município do Oeste de Santa Catarina

  • Danielle Cristina Maggioni Cesumar
  • Letycia Longhi Scolaro Cesumar
  • Sidney Edson Mella Junior Cesumar
  • Eliane Aparecida Campesatto Mella Cesumar
Palavras-chave: Depressão, Drogas antidepressivas, Tratamento farmacológico da depressão, Depression, Antidepressant drugs, Pharmacological treatment of depression.

Resumo

A depressão é um transtorno mental que causa desordem no comportamento, na afetividade, no humor e na relação do indivíduo com o meio em que vive. Seus sintomas são variados, afetando o indivíduo como um todo. Seu tratamento pode ser não-farmacológico (psicoterapia, fototerapia e eletroconvulsoterapia), farmacológico ou de ambos os processos. O tratamento farmacológico consiste no uso de drogas antidepressivas (ADs), as quais são divididas de acordo com seu mecanismo de ação em quatro grupos: antidepressivos tricíclicos (ADTs), atípicos, inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) e inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs). O presente trabalho objetivou verificar o consumo de AD em um município do Oeste de Santa Catarina nos anos de 2001, 2002 e 2003, bem como analisar o perfil dos consumidores de tais medicamentos quanto a sexo, faixa etária e classe socioeconômica. O trabalho foi realizado através dos balancetes anuais de 22 estabelecimentos farmacêuticos entregues ao Departamento de Vigilância Sanitária por exigência da Portaria 344, e de aplicação de questionários a 45 médicos do município, escolhidos ao acaso. Como resultado obteve-se um consumo de 9,13%, e desse percentual, 70% eram ADTs; 21% ISRSs; 7% atípicos e 2% IMAOs. Conclui-se que há um consumo exagerado, visto que, de cada 100 habitantes, nove consomem ADs, com prevalência dos ADTs, que são usados em outras patologias, como enxaqueca, nevralgias e dores crônicas, e são de baixo custo. Quanto ao perfil dos consumidores, constatou-se predomínio em mulheres da faixa etária de 30 a 44 anos e pertencentes à classe socioeconômica média, justificando-se tal resultado pelo fato de elas estarem mais expostas a situações de estresse, dificuldade financeira, dupla jornada de trabalho e outras dificuldades profissionais, sociais e familiares.

Biografia do Autor

Danielle Cristina Maggioni, Cesumar
Acadêmica do Curso de Farmácia do Centro Universitário de Maringá - CESUMAR.
Letycia Longhi Scolaro, Cesumar
Acadêmica do Curso de Farmácia do Centro Universitário de Maringá - CESUMAR.
Sidney Edson Mella Junior, Cesumar
Docente das disciplinas de Assistência Farmacêutica, Bases do Serviço Farmacêutico e Imunologia no curso Farmácia do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR; Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá - UEM; Farmacêutico.
Eliane Aparecida Campesatto Mella, Cesumar
Docente da disciplina de Farmacologia para os Cursos de Farmácia, Nutrição e Odontologia do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR; Coordenadora das Especializações em Farmacologia e em Manipulação Farmacêutica do Centro Universitário de Maringá – CESUMAR; Mestre e Doutora em Ciências biológicas (Área de concentração: Farmacologia Neuromuscular) pela Universidade Estadual de Maringá – UEM; Farmacêutica.
Publicado
2008-06-26
Seção
Artigos Originais