Cultura e Memória: Elementos de Construção Símbólica das Manifestações Festivas

Paula Piva Linke, Sílvia Helena Zanirato

Resumo


Este artigo buscou analisar a relação entre os conceitos de cultura e memória, objetivando salientar como as manifestações festivas se apropriam destes conceitos construindo, assim, uma tradição. A Congada da Lapa é exemplo da relação entre tais elementos, pois, através desta celebração, a comunidade lapeana busca manter viva parte de sua história e cultura. Ambos se modificam em função do contesto social em que estão inseridos, assim como a própria celebração, que está sujeita às perspectivas culturais dos sujeitos que a encenam. A Congada é uma manifestação de origem escrava que marca a presença negra no Paraná. Esta encenação, em particular, consiste em uma disputa simbólica entre dois reinos, o reino do Congo (católico) e o reino de Angola (pagão). A embaixada enviada pela rainha Ginga (Nzinga) de Angola causa tumulto no reino do Congo e, após alguns embates armados, o Rei do Congo perdoa o embaixador angolano, que se converte à fé cristã e se torna devoto de São Benedito. Tal celebração mescla elementos católicos e pagãos em louvor a São Benedito. A Congada é um exemplo da relação entre cultura e memória, ela representa a tentativa de uma comunidade em manter viva uma tradição.

Palavras-chave


Cultura; Festa; Memória.

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Revista Cesumar – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Unicesumar, Maringá (PR), Brasil
ISSN 2176-9176 On-line
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ISSN 1516-2664 Versão impressa interrompido em 2019

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