<b>Análise Molecular de Espécies de <i>Aspergillus</i> Contaminantes de Uvas Vendidas no Comércio de Maringá-PR

  • Janaina Nicolau de Oliveira Universidade Estadual de Maringá – UEM
  • Alessandra Valéria Oliveira UNICESUMAR - Centro Universitário de Maringá
  • Eline Ramos Meneghello
Palavras-chave: Agregado Niger, OTA, RAPD, Uva, Variabilidade Genética

Resumo

A contaminação de alimentos por fungos pode ocasionar riscos à saúde, principalmente quando são produzidas micotoxinas. Dentre essas toxinas, a ocratoxina A (OTA) tem recebido atenção por produzir diversos efeitos tóxicos carcinogênicos, teratogênicos, imunossupressores e nefrotóxicos. A OTA é principalmente produzida por fungos do gênero Aspergillus que pode contaminar uvas em seus diversos estágios de produção. As técnicas tradicionais para identificação das espécies de fungos produtores de micotoxinas são demoradas e, normalmente, as características morfológicas são insuficientes para distinguir espécies próximas, sendo necessária a utilização de técnicas moleculares para detecção. Este trabalho teve como objetivo a identificação molecular de Aspergillus niger e Aspergillus carbonarius em amostras de uvas coletadas na cidade de Maringá/PR. As análises foram realizadas a partir da coleta de 30 amostras de uvas em mercados e feiras livres, com posterior cultura em meio sabouraud com cloranfenicol para obtenção do micélio. Quando considerada positiva, a amostra foi submetida ao processo de extração e quantificação de DNA, seguido da amplificação do material genético com primers específicos. Das 30 amostras analisadas 26,67% apresentaram crescimento fúngico característico e foram submetidas à análise molecular. Dessas, 25% foram identificadas como A. niger e 12,5% como A. carbonarius. Os testes moleculares utilizados foram eficientes para detectar a presença de espécies de fungos produtores de toxinas em uvas vendidas no comércio da cidade de Maringá/PR. A análise microbiológica evidenciou a presença de outras espécies fúngicas nas amostras, contudo a distinção em nível de espécie não foi possível, sendo necessária a realização de testes moleculares adicionais.

Biografia do Autor

Janaina Nicolau de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá – UEM
Biomédica. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Maringá – UEM;
Alessandra Valéria Oliveira, UNICESUMAR - Centro Universitário de Maringá
Ciências Biológicas Área: Genética
Eline Ramos Meneghello
Biomédica. Setor de Comissão de Controle de Infecções Hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Maringá, PR
Publicado
2013-12-05
Seção
Publicações Temáticas