<b>Queilite Actínica: Aspectos Clínicos e Prevalência Encontrados em Uma População Rural do Interior do Brasil

  • Ana Maria Oliveira Miranda Universidade Federal Fluminense - UFF
  • Thiago Miranda Ferrari Universidade Estadual de Maringá – UEM
  • Terezinha Lisieux Lopes Calandro Universidade Federal Fluminense
Palavras-chave: Queilite Actínica, Sol, Desordem Potencialmente Maligna.

Resumo

O carcinoma de células escamosas (CCEO) representa aproximadamente 90% de todas as lesões malignas da boca e em alguns casos pode ser precedido por desordens potencialmente malignas, sendo uma delas a queilite actínica (QA). O diagnóstico precoce destas lesões e intervenção em estágios precoces constituem chaves para redução da mortalidade e morbidade. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo de prevalência de QA em 1539 indivíduos de uma população rural que ficavam expostos ao sol no trabalho em uma usina de cana-de-açúcar e o apontamento das principais alterações clínicas encontradas nas lesões de QA. O grupo controle constou de 150 indivíduos da mesma usina que não trabalhavam expostos ao sol, nos quais não foi observado nenhum caso de QA. Foram encontrados 141 (9,6%) casos de QA, sendo 106 indivíduos do sexo masculino e 36 do feminino, dos quais 128 eram brancos, e quanto maior foi o tempo de exposição mais casos de QA foram observados. Quanto às principais alterações encontradas, a presença de fissuras, alterações de cor, ressecamento, aspereza e descamação foram as mais presentes.

Biografia do Autor

Ana Maria Oliveira Miranda, Universidade Federal Fluminense - UFF
Periodontista; Mestre em Odontologia pela Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy – Unigranrio; Doutoranda em Patologia pela Universidade Federal Fluminense – UFF. E-mail: anamaolim@uol.com.br
Thiago Miranda Ferrari, Universidade Estadual de Maringá – UEM
Cirurgião dentista pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. E-mail: ferrari_thiago05@hotmail.com
Terezinha Lisieux Lopes Calandro, Universidade Federal Fluminense
Mestre em Patologia pela Universidade Federal Fluminense – UFF; Doutoranda em Patologia pela Universidade Federal Fluminense – UFF. E-mail: terezinha.lisieux@int.gov.br
Publicado
2011-02-16
Seção
Artigos Originais