Mapeamento de apicuns para sustentabilidade da carcinicultura e salinicultura no Rio Grande do Norte, Nordeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9168.2025v18e12949Palavras-chave:
Conservação ambiental, Gestão territorial, ManguezalResumo
Este estudo mapeou e quantificou as áreas de apicum no Rio Grande do Norte, Brasil, com o objetivo de identificar as ocupações consolidadas e as áreas ainda disponíveis para a carcinicultura e salinicultura, conforme a Lei nº 12.651/2012. Utilizando imagens de satélite LANDSAT-5 de 2008 e arquivos de pedologia, delimitaram-se as planícies de inundação flúvio-marinha e mapearam-se as fitofisionomias do estado, divididas nas regiões Leste, Central e Oeste Potiguar. A análise espacial revelou uma área total de planície de inundação de 1018 km², com 331 km² de áreas consolidadas. A região Central Potiguar apresentou a maior área de apicum, com 212 km², enquanto a região Oeste destacou-se pela maior extensão destinada à salinicultura e carcinicultura, com 120 km². No Leste Potiguar, os manguezais predominaram, cobrindo 66 km². As fitofisionomias identificadas incluíram apicum, salina/carcinicultura, manguezal e vegetação. O estudo ressaltou a importância de estratégias de desenvolvimento sustentável, conciliando exploração econômica com conservação ambiental. A preservação de manguezais e vegetação nativa é crucial para a sustentabilidade dos ecossistemas, especialmente frente às mudanças climáticas e à pressão antrópica. Os resultados fornecem uma base para a gestão territorial e a formulação de políticas públicas que promovam o uso responsável das áreas de apicum.
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