Eficiência do Gongocomposto na produção de mudas de Hylocereus undatus

Palavras-chave: Composto orgânico, Estaquia, Gongocompostagem, Pitaieira

Resumo

O sucesso da produção de mudas da pitaia propagada vegetativamente depende de diversos fatores, tal como a escolha adequada do substrato para seu enraizamento. Tem-se verificado que o gongocomposto tem contribuído na produção de mudas de algumas espécies, no entanto, não há relatos para a pitaia. Assim, objetivou-se avaliar a eficiência do gongocomposto gerado pela atividade do diplópode Trigoniulus corallinus na estaquia da pitaia vermelha. Os substratos utilizados foram: S1) gongocomposto, S2) areia + esterco e S3) Biomix®. Foram realizadas as caracterizações das propriedades físico-químicas, químicas e físicas dos substratos. Os parâmetros fitotécnicos avaliados na estaquia da pitaia foram: números de brotações, o comprimento da maior brotação, massa fresca e seca da parte aérea e das raízes. O gongocomposto apresentou propriedades físico-químicas, químicas e físicas adequadas ao desenvolvimento da pitaia, cujos níveis de nutrientes e características físicas, além de superiores aos demais substratos, foram capazes de proporcionar a obtenção de mudas de qualidade e tamanho superiores em relação às mudas oriundas dos outros dois substratos testados. O gongocomposto representa uma excelente alternativa como substrato orgânico na propagação vegetativa da pitaieira.

Biografia do Autor

Luiz Fernando de Sousa Antunes, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
Doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica (RJ), Brasil
Maria Elizabeth Fernandes Correia, Embrapa Agrobiologia
Doutora em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Pesquisadora da Embrapa Agrobiologia, Seropédica (RJ), Brasil.
Dione Galvão da Silva, Embrapa Agrobiologia
Mestra em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Analista da Embrapa Agrobiologia, Seropédica (RJ), Brasil.
Fábio Ferreira Cruvinel, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
Doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica (RJ), Brasil.
Luiz Aurélio Peres Martelleto, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
Doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Professor adjunto da UFRRJ. Instituto de Agronomia. Departamento de Fitotecnia, Seropédica (RJ), Brasil.

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Publicado
2021-07-31