Family succession and the young person's staying in rural areas
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9168.2025v18e14135%20Keywords:
Family farming, Rural youth, ParticipationAbstract
Family-run rural properties face challenges in the succession process, since many young people do not participate in productive activities or decision-making, which leaves them unprepared to manage the property in the future. This study aimed to characterize the involvement of rural youth in their parents’ farms. Quantitative data were collected through questionnaires applied to 119 children of Brazilian rural producers, aged between 17 and 35 years. The analysis used the Shapiro-Wilk and Chi-Square tests with Yates’ correction, performed using R® software. Most participants are male, aged between 17 and 25, with incomplete higher education. A large portion of these young people participates in activities on the family property, such as planning, harvesting, and pasture management. Regarding succession, 90.4% expressed the intention to take over the management of the family property. However, there is resistance from parents to accept changes proposed by their children, which represents a challenge. This resistance reflects tensions between tradition and innovation, with concerns with breaking traditional practices and generational conflicts. The study highlights the importance of promoting intergenerational dialogue and preparing young people for the transition in the management of family-run rural properties.
References
ABRAMOVAY, R.; SILVESTRO, M.; CORTINA, N.; BALDISSERA, T.; FERRARI, D.; TESTA, V. M. Juventude e agricultura familiar: desafio dos novos padrões sucessórios. Brasília: Ed. Unesco, 104p. 1998.
ARENDS-KUENNING, M.; KAMEI, A.; GARCIAS, M.; ROMANI, G. E.; SHIKIDA, P. F. A. Gender, education, and farm succession in Western Paraná State, Brazil. Land Use Policy, v. 107, p. 105453, 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.landusepol.2021.105453.
AZER, A. M. Tempos modernos da administração rural. FUCAMP, Brasil, v. 6, 2007.
BIEGER, T.; BiegeR, G. R. Comunicação e sucessão rural: um olhar sobre a agricultura familiar. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 8, n. 4, 2018.
BRASIL. Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11326.htm. Acesso: 10 mar. 2021.
BREITENBACH, R.; CORAZZA, G. Formação profissional e a relação com a sucessão geracional entre jovens rurais, Brasil. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud, v. 17, n. 2, p. 262-296, 2019. DOI: https://doi.org/10.11600/1692715x.17212.
BREITENBACH, R.; CORAZZA, G. Ser ou não ser sucessor? O que almejam os jovens rurais do Rio Grande do Sul. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud, v. 19, n. 3, p. 212-234, 2021. DOI: https://doi.org/10.11600/rlcsnj.19.3.4093.
BRIZZOLLA, M. M. B.; NETO, A. C.; KRAWSZUK, G. L.; BERLEZI, M. Sucessão familiar em propriedades rurais. Research, Society and Development, v. 9, n. 10, p. e9169109408-e9169109408, 2020. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v9i10.9408.
CARNEIRO, M. J. Juventude rural em perspectiva. Mauad Editora Ltda, 311p., 2007.
COSTA, Gabriel Luiz Moreira da. Recuperação judicial do empresário rural e seus reflexos para o produtor e para as instituições financeiras. Monografia (Graduação em Direito) Centro Universitário Curitiba. Curitiba-PR. 45p., 2021.
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. Mudanças demográficas e efeitos no agro. Disponível em: https://www.embrapa.br/visao-de-futuro/intensificacao-tecnologica-e-concentracao-da-producao/sinal-e-tendencia/mudancas-demograficas-e-efeitos-no-agro#:~:text=Apesar%20das%20mudan%C3%A7as%20demogr%C3%A1ficas%20na,produ%C3%A7%C3%A3o%20(Brasil%2C%202021). Acesso: 21 ago. 2023.
FLAMINO, L. G.; BORGES, L. C. A Gestão Rural e o desafio contemporâneo informacional da Produção Leiteira. Revista de Extensão e Estudos Rurais, v. 8, n. 2, p. 1-20, 2019.
HOFFMANN, R.; ENGLER, J. J. D. C.; SERRANO, O.; THAME, A. D. M.; NEVES, E. M. Administração da empresa agrícola. 4.ed. São Paulo: Pioneira, 325p., 1984.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Censo Agropecuário, 2017. Disponível em: https://censoagro2017.ibge.gov.br/templates/censo_agro/resultadosagro/pdf/agricultura_familiar.pdf. Acesso: 13 ago. 2023.
KESTRING, K.; DANIEL, D. S.; CAVALHEIRO NETO, A.; ZONIN, V. J.; MATTIA, V. O programa juventude cooperativista e sua relação voltada a sucessão rural na agricultura familiar. Revista Thêma et Scientia, v. 10, n. 1, p. 08-26, 2020.
KUMMER, R.; COLOGNESE, S. A. Juventude rural no Brasil: entre ficar e partir. Tempo da Ciência, v. 20, n. 39, p. 201-220, 2013. DOI: https://doi.org/10.48075/rtc.v20i39.9817.
MAIA, A. H. et al. Jovens rurais estudantes da Escola Estadual Jaraguá, Água Boa (MT): projetos de vida, dilemas e sucessão familiar. Agricultura Familiar: Pesquisa, Formação e Desenvolvimento, v. 12, n. 2, p. 97-117, 2018.
MARTINS, L. R. Juventude rural no Brasil: referências para debate. Estudos Sociedade e Agricultura, v. 29, n. 1, p. 94-112, 2021. DOI: https://doi.org/10.36920/esa-v29n1-7.
MATTE, A.; MACHADO, J. A. D. Tomada de decisão e a sucessão na agricultura familiar no sul do Brasil. Revista de Estudos Sociais, v. 18, n. 37, p. 130-151, 2016. DOI: https://doi.org/10.19093/res.v18i37.3981.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 406p., 2013.
MINEIRO, M. Pesquisa de survey e amostragem: aportes teóricos elementares. Revista de Estudos em Educação e Diversidade-REED, v. 1, n. 2, p. 284-306, 2020. DOI: https://doi.org/10.22481/reed.v1i2.7677.
MOREIRA, S. L.; SPANEVELLO, R. M. Modelos sucessórios em propriedades rurais: um estudo no município de Cruz Alta/RS. Revista Grifos, v. 28, n. 46, p. 27-47, 2019. DOI: https://doi.org/10.22295/grifos.v28i46.4563.
MOREIRA, S. L.; SPANEVELLO, R. M.; BOSCARDIN, M.; LAGO, A. Estratégias paternas para a manutenção da sucessão geracional em propriedades rurais. Estudos Sociedade e Agricultura, v. 28, n. 2, p. 413-433, 2020. DOI: https://doi.org/10.36920/esa-v28n2-7.
OLIVEIRA, M. F.; MENDES, L.; VASCONCELOS, A. C. V. H. Desafios à permanência do jovem no meio rural: um estudo de casos em Piracicaba-SP e Uberlândia-MG. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 59, p. e222727, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9479.2021.222727.
PÉREZ, R. F. Q.; GUTIÉRREZ, J. N. A. Empresas familiares: conceptos, teorías y estructuras. Ver. Esc. Adm.neg, Bogotá, v. 81, p.149-158, 2016. DOI: https://doi.org/10.21158/01208160.n81.2016.155S.
RABELLO, D.; OLIVEIRA, L. B.; Feliciano, C. A. Permanecer ou sair do campo? Um dilema da juventude camponesa. PEGADA-A Revista da Geografia do Trabalho, v. 15, n. 1, 2014. DOI: https://doi.org/10.33026/peg.v15i1.3032.
REDIN, E.; SILVEIRA, P. R. C. Juventude rural: experiências e perspectivas. Educação rural no mundo contemporâneo, v. 1, p. 175-208, 2012.
RIBEIRO, S. C. F. Formação humana no MST: educação para e pelo trabalho. In: V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo Marxismo, Educação e Emancipação Humana. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – SC, 2021.
SANTOS, L. C. Ensaios sobre a agricultura familiar na Região Nordeste do Brasil: Pluriatividade e diferenças para a agricultura não familiar. Dissertação (Mestrado em Economia Rural) Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE, 91 f., 2021.
SILVA, A. N. N. Administração em agronegócio. 2022. Disponível em: https://dspace.uniceplac.edu.br/handle/123456789/1792. Acesso: 26 jun. de 2023.
SILVA, E. C. G. et al. Estudo das teorias da administração na gestão de pequenas propriedades rurais. Caderno Profissional de Administração da UNIMEP, v. 9, n. 1, p. 239-257, 2020.
SILVA, N. L. S. et al. O jovem rural e as perspectivas da sucessão nas propriedades de agricultura familiar. Ciências Agrárias, p. 36, 2017.
SPANEVELLO, R. M. et al. Permanência da juventude no meio rural: para além da sucessão geracional tradicional. Eutopía. Revista de Desarrollo Económico Territorial, n. 19, p. 119-135, 2021. DOI: https://doi.org/10.17141/eutopia.19.2021.4897.
STROPASOLAS, V. L. A dimensão da diversidade social na concepção de políticas públicas para a juventude rural. Juventude rural e políticas públicas no Brasil, p. 178-199, 2014.
TOLEDO, E. N. B.; ZONIN, V. J. A sucessão geracional no meio rural em cinco estados brasileiros: possibilidades e limites (Generational succession in rural environment in five brazilian states: possibilities and limits). Emancipação, v. 21, p. 1-16, 2021. DOI: https://doi.org/10.5212/Emancipacao.v.21.2114643.001.
TROIAN, A.; BREITENBACH, R. Jovens e juventudes em estudos rurais do Brasil. Interações (Campo Grande), v. 19, p. 789-802, 2018. DOI: https://doi.org/10.20435/inter.v19i4.1768.
ULRICH, E. R. Contabilidade rural e perspectivas da gestão no agronegócio. RACI-Revista de Administração e Ciências Contábeis do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai, IDEAU, Bagé-RS, v. 4, n. 9, 2009.
VALADARES, A. A. et al. Os significados da permanência no campo: vozes da juventude rural organizada. Dimensões da experiência juvenil brasileira e novos desafios às políticas públicas, p. 59-94, 2016.
WEBER, C. Sucessão geracional em propriedades rurais de associados a cooperativas agropecuárias: uma abordagem sobre jovens mulheres. Dissertação (Mestrado em Agronegócios), Universidade Federal de Santa Maria, Palmeira das Missões-RS, 154 p., 2020.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Revista em Agronegócio e Meio Ambiente

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade.Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizado pelo periódico é a licença Creative Commons Attribution
Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. São permitidos o compartilhamento (cópia e distribuição do material em qualquer meio ou formato) e adaptação (remixar, transformar, e criar a partir do trabalho, mesmo para fins comerciais), desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.




