Monitoramento de material particulado e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos como indicadores da qualidade do ar em área verde urbana na região metropolitana de Porto Alegre, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9168.2026v19.e13912Palavras-chave:
Monitoramento ambiental, Poluição atmosférica, Qualidade do ar, Saúde ambiental, Vegetação urbanaResumo
A poluição atmosférica urbana, especialmente por material particulado (MP2,5 e MP10) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), representa um grave problema ambiental e de saúde pública, exigindo monitoramento contínuo. Este estudo avaliou a influência de uma área verde urbana sobre a qualidade do ar em Novo Hamburgo/RS, comparando o Parque Municipal Henrique Luís Roessler (Parcão) e uma via de tráfego intenso (Rua Barão de Santo Ângelo com Rua Sapiranga). Foram realizadas 17 campanhas simultâneas, totalizando 68 amostras de MP2,5 e MP10. As médias no Parcão foram de 5,58 ?g/m³ e 9,26 ?g/m³, enquanto na via de tráfego atingiram 14,97 ?g/m³ e 25,76 ?g/m³, respectivamente, demonstrando diferença significativa. Compostos como benzo[a]pireno, criseno e benzo[b]fluoranteno foram detectados até 0,910 ng/m³ na área de tráfego, enquanto no Parcão os valores ficaram abaixo do limite de quantificação. Os resultados evidenciam que a vegetação urbana contribui de forma expressiva para a redução de poluentes atmosféricos, funcionando como barreira física e bioquímica. Assim, reforça-se a importância das áreas verdes na mitigação da poluição e na promoção da saúde pública, além da necessidade de políticas públicas voltadas à conservação e expansão desses espaços e ao monitoramento sistemático da qualidade do ar em ambientes urbanos.
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