Reação cruzada e coinfecção por DENV e SARS-CoV-2 no Brasil: uma série de casos

Palavras-chave: COVID-19, Reação cruzada, SARS-CoV-2, Vírus da Dengue

Resumo

A Co circulação de Dengue e COVID-19 representa uma séria preocupação médica: embora ambas as doenças tenham achados clínicos e laboratoriais semelhantes, elas exigem um manejo clínico diferente. O objetivo deste estudo foi relatar três casos de suspeita de coinfecção entre o SARS-CoV-2 e o vírus da dengue (DENV) com base em evidências clínicas e laboratoriais. No entanto, apenas um paciente foi confirmado laboratorialmente por RT-qPCR positivo para SARS-CoV-2 e ensaio rápido repetido e ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA) para DENV. Os outros dois casos foram resultados sugestivos de reação cruzada com ELISA negativo. Todos os três pacientes se recuperaram favoravelmente. Isso destaca a importância do diagnóstico preciso e oportuno, principalmente em países endêmicos de dengue, onde a prevalência de reatividade cruzada pode ser elevada.

Biografia do Autor

Deborah de Castro Moreira, Universidade Estadual de Maringá
Biomédica pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) , mestre pelo Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PCS) da UEM e doutoranda no mesmo Programa de Pós-Graduação, atua na área de Virologia Clínica. Durante a graduação teve experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Infecção Hospitalar.
Gabriella Letícia Bonone, Universidade Estadual de Maringá
Possui graduação em Biomedicina pela Universidade Estadual de Maringá (2020). Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Histologia. Mestre em Ciências da Saúde na área de doenças infecciosas e parasitárias, sub área virologia clínica, também pela Universidade Estadual de Maringá.
Gabriele Nascimento de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá
Graduada em Biomedicina pelo Centro Universitário Ingá - UNINGÁ (2018). Mestre e Doutoranda pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde na Universidade Estadual de Maringá (UEM) na área de Doenças Infecciosas e Parasitologia. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Seu campo de atuação envolve virologia, epidemiologia, análise de dados em saúde e geoprocessamento em saúde.
Léo Shigueki Sato, Universidade Estadual de Maringá
Graduado em Biomedicina com habilitação em Patologia Clínica pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Atualmente é mestrando em Ciências da Saúde (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PCS) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com linha de pesquisa em Doenças Virais. Tem experiência na área de Microbiologia médica, com ênfase em diagnóstico laboratorial das infecções virais.
Luciana Dias Ghiraldi Lopes, Universidade Estadual de Maringá
Graduação em Farmácia- Bioquímica pela Universidade Estadual de Maringá (2007), mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (2010) e doutorado em Ciências da Saúde também pela Universidade Estadual de Maringá (2017). Atualmente é docente da Universidade Estadual de Maringá para os cursos de Farmácia e Biomedicina, atuando na área de doenças infecto contagiosas, análises proteômicas, coleta de materiais biológicos e revisões sistemáticas.
Dennis Armando Bertolini, Universidade Estadual de Maringá
Cursei graduação em Farmácia pela Universidade Estadual de Maringá (1984), mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá (1994) e doutorado em Ciências (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal de São Paulo (2002). Atualmente é professor associado nível C da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Microbiologia Médica, atuando principalmente nos seguintes temas: hepatite B, hiv/aids, hepatite C, arboviroses, prevalência, genotipagem, resistência ao tratamento.

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Publicado
2024-03-31
Seção
Relato de Casos