<b>Avaliação da Qualidade Nutricional e Microbiologica da Multimistura Produzida por uma Entidade Regional

  • Daniel Mantovani Universidade Federal do Paraná
  • Marcos Lúcio Corazza Universidade Federal do Paraná
  • Lúcio Cardozo Filho Universidade Estadual de Maringá
  • Silvio Claudio da Costa Universidade Estadual de Maringá
  • Nilson Marcos Tazinafo Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR
Palavras-chave: Suplemento Nutricional, Análises Microbiológicas, Análises Físico-Químicas.

Resumo

Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade nutricional e microbiológica da multimistura utilizada pela Pastoral da Criança no combate à desnutrição alimentar. Foram analisadas nove amostras, embaladas e rotuladas, doadas por uma entidade responsável pela formulação. A composição centesimal da multimistura apresentou elevados teores de carboidratos (59,8%) e proteínas (19,71%), e para valores de lipídios houve oscilações entre as formulações entre 4,0% a 14,3%. Já em relação aos valores de cinzas os mesmos variaram de 3,5 a 7,8%. Características indesejáveis no alimento, como valores de acidez titulável, oscilaram de 0,2% a 5,2% e pH de 5,9 a 6,2. Elevados valores de acidez podem levar o alimento a um sabor não aceitável no que diz respeito ao consumo, devido a alterações químicas em decorrência do acréscimo da acidez. Sete amostras apresentaram contagens microbiológicas acima dos valores preconizados pela legislação vigente regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS), através da Resolução no 53 de 15 de junho de 2000. Portanto, os valores obtidos para as análises microbiológicas podem levar um risco à saúde pública, necessitando desta forma treinamentos por parte dos manipuladores, em relação à obtenção da matéria-prima, manuseio, armazenamento e distribuição do produto.

Biografia do Autor

Daniel Mantovani, Universidade Federal do Paraná
Discente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos, pelo Departamento de Engenharia Química / Universidade Federal do Paraná.
Marcos Lúcio Corazza, Universidade Federal do Paraná
Docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos, pelo Departamento de Engenharia Química / Universidade Federal do Paraná.
Lúcio Cardozo Filho, Universidade Estadual de Maringá
Docente do curso de Pós-Graduação pelo Departamento de Engenharia Química. Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil. cardozo@deq.uem.br
Silvio Claudio da Costa, Universidade Estadual de Maringá
Docente do curso de Pós-Graduação em Ciências de Alimentos, pela Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil.
Nilson Marcos Tazinafo, Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR
TECPAR – Instituto de Tecnologia do Paraná - Divisão de Química Fina, Curitiba.
Publicado
2012-03-19
Seção
Artigos Originais