<b>Impacto de Sintomas Depressivos Sobre Mortalidade Hospitalar em Idosos

  • Rilva Lopes de Sousa-Muñoz Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Ezemir Dantas Fernandes Junior Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Divany de Brito Nascimento Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Bruno Braz Garcia Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Iramirton Figuêredo Moreira Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Palavras-chave: Depressão, Idosos, Mortalidade

Resumo

Sintomas depressivos são um fator preditivo de maior mortalidade em idosos portadores de doenças crônicas, mas incapacidade funcional também apresenta importância na evolução clínica. A presença de sintomas depressivos está associada a uma evolução desfavorável em pacientes idosos hospitalizados, independente da sua capacidade funcional? Avaliar se a presença de sintomas depressivos associa-se a uma evolução hospitalar desfavorável (aumento da permanência e mortalidade hospitalar), independente da capacidade funcional. Corte prospectivo em pacientes idosos internados nas enfermarias de Clínica Médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), avaliados em dois momentos (20 dia de internação e na alta). Os instrumentos utilizados foram a Escala de Depressão Geriátrica, versão breve (EDG-15), e o Índice de Barthel para Incapacidade em Atividades da Vida Diária (IBAIVD). A idade dos 100 pacientes variou entre 60 e 96 anos (69,47±7,45). A mortalidade hospitalar relacionou-se com os escores da EDG-15 da internação (p=0,001). Observou-se correlação entre os escores da EDG-15 e IBAIVD no início (p = 0,008) e final da internação (p=0,01), verificando-se correlações lineares inversas (r=-0,30), porém de magnitudes fracas (r=-0,30 e r=-0,28, respectivamente). Sintomatologia depressiva associou-se a maior mortalidade, independente da capacidade funcional. Ressalta-se a importância da avaliação da sintomatologia depressiva nos idosos internados. Novos estudos e análises prospectivas poderão oferecer mais indicadores para maior entendimento.

Biografia do Autor

Rilva Lopes de Sousa-Muñoz, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Docente do Departamento de Medicina Interna, Centro de Ciências Médicas (CCM), Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Ezemir Dantas Fernandes Junior, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Graduandos do Curso de Medicina, CCM, Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Este trabalho foi financiado com bolsa do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/UFPB
Divany de Brito Nascimento, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Graduandos do Curso de Medicina, CCM, Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Este trabalho foi financiado com bolsa do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/UFPB
Bruno Braz Garcia, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Graduandos do Curso de Medicina, CCM, Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Este trabalho foi financiado com bolsa do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/UFPB
Iramirton Figuêredo Moreira, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Graduandos do Curso de Medicina, CCM, Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Este trabalho foi financiado com bolsa do Programa de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/UFPB
Publicado
2013-07-16
Seção
Artigos Originais