ANÁLISE COMPARATIVA DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA DE PRIMIGESTAS NO PUERPÉRIO IMEDIATO DE PARTO NORMAL E DE NULIGESTAS

  • Caroline Schwingel Wagner Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul – RS, Brasil
  • Gabriella Assmann Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul – RS, Brasil.
  • Ricardo Gass Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.
  • Marciele Silveira Hopp Fisioterapia pela Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul/RS, Brasil
  • Grazielly Gass Cardoso Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.
  • Dannuey Machado Cardoso Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
  • Dulciane Nunes Paiva Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.
Palavras-chave: Gravidez, Parto normal, Período Pós-Parto, Força Muscular.

Resumo

Este artigo visa analisar a força muscular respiratória (FMR) de puérperas primíparas de parto normal e nulíparas. Trata-se de estudo do tipo caso-controle que avaliou 59 mulheres alocadas no grupo puérperas (GP) (primigestas, n=29) e no grupo controle (GC) (nuligestas, n=30). Foram avaliadas características antropométricas e FMR (PImax e PEmax) por meio da manovacuometria digital. O teste t Student comparou dados antropométricos e da FMR entre os grupos. A correlação de Pearson (p<0,05) avaliou a associação entre idade, índice de massa corporal (IMC) e FMR. Houve diferença significante na PImax (p<0,001) e na PEmax (p<0,001) entre GC e GP. A média da PImax (%predito) no GP e GC foi 39,1 ± 16,2 cmH2O e 82,3 ± 23,9 cmH2O e a da PEmax (%predito) foi 34,7 ± 14,6 cmH2O e 80,4 ± 18,4 cmH2O, respectivamente. Houve correlação negativa entre idade e PEmax no GP (r= -0,378; p= 0,043). Evidenciou-se, sem distinção entre grupos, uma correlação negativa de pequena a moderada entre IMC e PImax (r=-0,380; p=0,003) e PEmax (r= -0,525; p<0,001). Foi evidenciada uma FMR menor que pode estar relacionada às alterações decorrentes da gestação na configuração da parede torácica.

Biografia do Autor

Caroline Schwingel Wagner, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul – RS, Brasil
Fisioterapeuta pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul – RS, Brasil
Gabriella Assmann, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul – RS, Brasil.
Fisioterapeuta pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul – RS, Brasil
Ricardo Gass, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.
Mestre em Ciências Pneumológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.
Marciele Silveira Hopp, Fisioterapia pela Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul/RS, Brasil
Bolsista de iniciação científica (PROBIC FAPERGS) e acadêmica do Curso de Fisioterapia pela Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul/RS, Brasil.
Grazielly Gass Cardoso, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.
Bolsista de iniciação científica (PUIC voluntária) e acadêmica do Curso de Fisioterapia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.
Dannuey Machado Cardoso, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
Mestre em Ciências Médicas e doutorando em Ciências Pneumológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.
Dulciane Nunes Paiva, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.
Doutora em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Docente do Curso de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.

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Publicado
2017-09-28
Seção
Artigos Originas - Promoção da Saúde