COMPETÊNCIAS FAMILIARES RELACIONADAS À PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS DOENÇAS NAS CRIANÇAS DE ATÉ SEIS ANOS

  • Francisco Ariclene Oliveira Hospital Geral Dr. César Cals de Oliveira (HGCC). http://orcid.org/0000-0002-0290-4797
  • Francisca Jamille Mourão Ximenes Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
  • Ana Clécia Silva Monteiro Faculdade de Quixeramobim (UNIQ).
  • Odaleia de Oliveira Farias Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Igor Cordeiro Mendes Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Cristiana Ferreira da Silva Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
  • Denizielle de Jesus Moreira Moura Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
Palavras-chave: Família, Prevenção de doenças, Estratégia saúde da família

Resumo

Objetivou-se avaliar as competências familiares relacionadas à prevenção e ao tratamento das doenças nas crianças de até seis anos de idade cadastradas em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde da Estratégia Saúde da Família de Fortaleza-CE. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo. Os dados foram coletados nos meses de fevereiro a maio de 2017, envolvendo uma amostra de 217 famílias. Os resultados demonstraram que 98,2% das crianças estão com o calendário vacinal básico atualizado. Identificou-se que 67,7% dos cuidadores lavam as mãos das crianças depois de ir ao banheiro e 76,0% adotam essa medida de higiene antes de comer algum alimento. Verificou-se que mais de 90% das famílias identificam sinais comuns de adoecimento que requerem tratamento em hospitais e levam as crianças para esses serviços. Nessa perspectiva, acredita-se que a Estratégia Saúde da Família é um importante espaço de produção de saúde e de fortalecimento das competências familiares da população adscrita.

Biografia do Autor

Francisco Ariclene Oliveira, Hospital Geral Dr. César Cals de Oliveira (HGCC).
Graduado em Enfermagem pela Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO), Bolsista do Programa Bolsa de Incentivo à Educação na Rede SESA (PROENSINO/SESA), Fortaleza(CE), Brasil.
Francisca Jamille Mourão Ximenes, Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
Graduada em Enfermagem pela Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO), Fortaleza(CE), Brasil.
Ana Clécia Silva Monteiro, Faculdade de Quixeramobim (UNIQ).
Graduada em Enfermagem pela Faculdade Maurício de Nassau (UNINASSAU), Fortaleza(CE), Brasil.
Odaleia de Oliveira Farias, Universidade Federal do Ceará (UFC).
Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade de Federal do Ceará (UFC), Fortaleza(CE), Brasil.
Igor Cordeiro Mendes, Universidade Federal do Ceará (UFC).
Doutorando do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade de Federal do Ceará (UFC), Fortaleza(CE), Brasil.
Cristiana Ferreira da Silva, Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Docente da Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO), Fortaleza(CE), Brasil.
Denizielle de Jesus Moreira Moura, Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
Doutora em em Cuidados Clínicos em Saúde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Docente da Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO), Fortaleza(CE), Brasil.

Referências

Eyken EDV, Ribeiro CDM. Desenvolvimento infantil: seus agentes e as políticas públicas do município do Rio de Janeiro. Physis. 2012;22(3):1085-99.

Carvalho RS. O investimento na formação do cidadão do futuro: a aliança entre economia e educação infantil como estratégia da governamentalidade contemporânea. Educ rev, 2016;32(2):229-53.

Fundo das Nações Unidas para a Infância. Como avaliar as competências familiares na atenção às crianças de até 6 anos. Brasília (DF): UNICEF; 2005.

Moreira TR, Zandonade E, Maciel ELN. Risk of tuberculosis infection among community health agents. Rev Saúde Pública. 2010;44(2):332-8.

Ministério da Saúde (BR). Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.° 510, de 07 de abril de 2016. Aprova normas regulamentadoras que trata das especificidades éticas das pesquisas nas ciências humanas e sociais e de outras que se utilizam de metodologias próprias dessas áreas. Brasília DF: Diário Oficial da União; 2016.

Salles IC, Toriyama ATM. A Utilização da Caderneta de Saúde da Criança por Alunos de Enfermagem. Rev Grad USP. 2017;2(2):41-6.

Palombo CNT, Duarte LS, Fujimori E, Toriyama ÁTM. Uso e preenchimento da caderneta de saúde da criança com foco no crescimento e desenvolvimento. Rev Esc Enferm USP. 2014;48(esp.):60-72.

Lemos EO, Pedrosa DR, Raniéri PSG, Pires CAA, Queiroz AM. Avaliação do cumprimento do calendário de vacinação dos adolescentes de uma escola municipal. Adolesc Saude. 2013:10(2):23-9.

Sousa CJ, Vigo ZL, PAlmeira CS. Compreensão dos pais acerca da importância da vacinação infantil. Rev Enferm Contemp, 2012;1(1):44-58.

Goulart LMHF, Alves CRL, Viana MRA, Moulin ZS, Carmo GAA, Costa JGDC, et al. Caderneta de Saúde da Criança: avaliação do preenchimento dos dados sobre gravidez, parto e recém-nascido. Rev Paul Pediatr. 2008;26(2):106-12.

Ministério da Saúde (BR). Portaria n. 1920, de 5 de setembro de 2013. Institui a Estratégia Nacional para Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável no Sistema Único de Saúde (SUS) - Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. Brasília (DF): Diário Oficial da União; 2013.

Reichert APS, Almeida AB, Souza LC, Silva MEA, Collet N. Vigilância do crescimento infantil: conhecimento e práticas de enfermeiros da atenção primária à saúde. Rev Rene. 2012;13(1):114-26.

Fundo das Nações Unidas para a Infância. Modos de cuidar: dever de casa, do Estado e da sociedade. Salvador (BA): UNICEF; 2008.

Souza RS, Ferrari RAP, Santos TFM, Tacla MTGM. Atenção à saúde da criança: prática de enfermeiros da saúde da família. Rev Min Enferm. 2013;17(2):331-9.

Castilho ARF. Mialhe FL, Barbosa TS, Puppin-Rontani RM. Influência do ambiente familiar sobre a saúde bucal de crianças: uma revisão sistemática. J Pediatr. 2013;89(2):116-23.

Lopes RM, Melo TL. Percepção dos alunos, em anos iniciais do ensino fundamental, relacionada à higienização das mãos. Rev Eletr Interd. 2014;11(1):117-21.

Silva IB, Mallmann DG, Vasconcelos EMR. Estratégias de combate à dengue através da educação em saúde: uma revisão integrativa. Saúde. 2015;41(2):27-34.

Publicado
2018-08-30
Seção
Artigos Originas - Promoção da Saúde