AVALIAÇÃO DA ADESÃO AO TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL DE PESSOAS VIVENDO COM HIV

  • Marcelo Ribeiro Primeira Universidade Federal de Santa Maria
  • Érika Eberlline Pacheco dos Santos Universidade do Oeste de Santa Catarina/UNOESC/Campus São Miguel do Oeste
  • Samuel Spiegelberg Züge Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Educação Superior do Oeste/CEO
  • Tânia Solange Bosi de Souza Magnago Universidade Federal de Santa Maria
  • Cristiane Cardoso de Paula Universidade Federal de Santa Maria
  • Stela Maris de Mello Padoin Universidade Federal de Santa Maria
Palavras-chave: Síndrome da imunodeficiência adquirida, HIV, Doenças sexualmente transmissíveis, Adesão à medicação, Terapia antirretroviral de alta atividade, Enfermagem

Resumo

Avaliar a adesão ao tratamento antirretroviral de pessoas que vivem com HIV através do “Cuestionario para la Evaluación de la Adhesión al Tratamiento Antiretroviral” (CEAT-VIH), de forma a descrever seus itens a partir da correlação entres as questões deste instrumento. Estudo transversal, realizado em um Hospital Universitário do Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2012 com 179 pessoas em tratamento para o HIV. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e de correlação entre os itens do questionário. Avaliação da adesão: 46,4% baixa/insuficiente, 36,9% boa/adequada e 16,8% estrita. Correlações: deixar de tomar a medicação relaciona-se aos fatos de se sentir melhor/pior, ou sentir-se triste/deprimido. Seguir a prescrição médica está relacionado com a autoavaliação em relação à ingesta dos medicamentos. A baixa/inadequada adesão legitima o uso do CEAT-VIH enquanto ferramenta a ser utilizada pela enfermagem junto à equipe multiprofissional no planejamento do cuidado e intervenção nas situações que interferem na adesão.

Biografia do Autor

Marcelo Ribeiro Primeira, Universidade Federal de Santa Maria
Enfermeiro, Discente do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM/RS
Érika Eberlline Pacheco dos Santos, Universidade do Oeste de Santa Catarina/UNOESC/Campus São Miguel do Oeste
Enfermeira, Mestra em Enfermagem, Professora da Universidade do Oeste de Santa Catarina/UNOESC/Campus São Miguel do Oeste
Samuel Spiegelberg Züge, Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Educação Superior do Oeste/CEO
Enfermeiro, Mestre em Enfermagem, Discente do curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM/RS, Professor da Universidade do Oeste Catarinense e Colaborador da Universidade do Estado de Santa Catarina
Tânia Solange Bosi de Souza Magnago, Universidade Federal de Santa Maria
Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente/HUSM/EBSERH Departamento de Enfermagem/PPGEnf/CCS/Universidade Federal de Santa Maria/UFSM/RS
Cristiane Cardoso de Paula, Universidade Federal de Santa Maria
Enfermeira, Doutora em Enfermagem Departamento de Enfermagem/PPGEnf/CCS/Universidade Federal de Santa Maria/UFSM/RS
Stela Maris de Mello Padoin, Universidade Federal de Santa Maria
Enfermeira, Doutora em Enfermagem Departamento de Enfermagem/PPGEnf/CCS/Universidade Federal de Santa Maria/UFSM/RS

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Publicado
2018-08-30
Seção
Artigos Originas - Promoção da Saúde