CONSUMO DE OXIGÊNIO ESTIMADO EM AMPUTADOS UNILATERAIS DE MEMBROS INFERIORES

  • Elisabete Antunes San Martin
  • Paloma de Borba Schneiders
  • Tatiana Lasch de Souza Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC
  • Ana Paula Dattein Peiter
  • Cássia da Luz Goulart
  • Andréa Lúcia Gonçalves da Silva Amputation; Oxygen consumption; Lower limbs; Daily activities
  • Angela Cristina Ferreira da Silva Coordenadora do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC
Palavras-chave: Amputação, Consumo de oxigênio, Membro inferior, Atividade cotidiana

Resumo

A amputação do membro inferior (MI) além de alterações anatômicas pode influenciar no gasto energético elevando o consumo de oxigênio (VO2). Desta forma, objetivou-se estimar o VO2 de amputados unilaterais de MI e identificar as características clínicas que o influenciam. Trata-se de um estudo transversal que verificou a capacidade funcional e estimou o VO2 por meio do questionário Duke Activity Status Index (DASI). Foram avaliados 28 amputados de MI (50% traumáticos e 50% não traumáticos; idade 54,1±19,1 anos) em nível transfemural (75%) e transtibial (25%), com predominância de obesos (42,9%) e sexo masculino (78,6%). O escore total do DASI foi 16,7(2,7–36,7) pontos e o VO2 estimado 17,2±4,6 mL.kg-1.min-1 caracterizando-os com capacidade funcional comprometida e VO2 muito fraco. Encontramos correlações entre o VO2 estimado e a idade (r= -0,516; p=0,005) da amostra total, e quando analisados por nível de amputação transfemural (r=-0,577; p=0,006). Amputados de MI unilateral apresentaram diminuída capacidade funcional e VO2 estimado muito fraco. A idade, obesidade, nível transfemural e a causa não traumática da amputação influenciaram diretamente o baixo VO2 estimado.

Biografia do Autor

Elisabete Antunes San Martin
Acadêmicas do curso de fisioterapia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Brasil.
Paloma de Borba Schneiders
Acadêmicas do curso de fisioterapia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Brasil.
Tatiana Lasch de Souza, Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC
Fisioterapeutas pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Brasil.
Ana Paula Dattein Peiter
Fisioterapeutas pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Brasil.
Cássia da Luz Goulart
Doutoranda da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Brasil.
Andréa Lúcia Gonçalves da Silva, Amputation; Oxygen consumption; Lower limbs; Daily activities
Pós-doutoranda da University of Illinois, College Medicine at Chicago (UIC)
Angela Cristina Ferreira da Silva, Coordenadora do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC
Coordenadora do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Brasil.

Referências

Marques AMFB, Vargas MAO, Schoelle SD, Kinoshita EY, Ramos FRS, Trombetta AP. O cuidado à saúde à pessoa com amputação: análise na perspectiva da bioética. Texto Contexto Enferm. 2014;23(4): 898-906.

Humphries MD, Brunson A, Hedayati N, Romano P, Melnkow JAL. Amputation risk in patients with diabetes mellitus and peripheral artery disease using Statewide data. Ann Vasc Surg. 2016;30: 1-9.

Knežević A, Salamon T, Milankov M, Ninković S, Jeremić Knežević M, TomaševićTodorović S. Assessmentofqualityoflife in patientsafterlowerlimbamputation. MedPregl. 2015;68(3): 103-8.

OmokeNI, Chukwu CO, Madubueze CC, Egwu AN. Traumatic extremity amputation in a Nigerian setting: patterns and challenges of care. IntOrthop. 2012;36(3): 613-8.

Garcia MMN, Lima JRP, Costa Junior JD, Freire HAOL, Mazilão JP, Vicente EJD. Energy expenditureand cardiovascular response to traumatic lower limb amputees’ gait. Fisioter. Mov. 2015;28(2): 259-68.

Bona RL, Tartaruga LAP. Comparação do consumo energético e de aspectos mecânicos da caminhada de amputados transfemurais que utilizam prótese com microprocessador ou convencional: uma revisão. Pensar a prática. 2011;14(1): 1-14.

Starholm IM, Mirtaheri P, Kapetanovic N, Versto T, Skyttemyr G, Westby FT et al. Energy expenditure of transfemoral amputees during floor and treadmill walking with different speeds. POI. 2016;40(3): 336-42.

Stauffer S. Estimated Maximal Oxygen Consumption of Transfemoral Amputees Utilizing the Ebbeling Treadmill Test. Senior Honors Theses. 2016; 1-28.

Tang WHW, Topol EJ, Fan Y, Wu Y, Cho L, Steveson C et al. Prognostic valeu of estimated functional capacity incremental to cardiac biomarkers in stable cardiac patients. J Am Heart Assoc. 2014;3(5):000960.

Grodin JL, Hammadah M, Fan Y, Hanzen SL, Tang WH. Prognostic Value of Estimating Functional Capacity Usingthe Duke Activity Status Index in Stable Patients with Chronic Heart Failure. J CardFail. 2015;21(1): 44-50.

Wijeysundera DN, Pearse RM, Shulman MA, Abbott TEF, Torres E, Croal BL et al. Measurement of Exercise Tolerance before Surgery (METS) study: a protocol for aninternationalmulticentreprospectivecohortstudyofcardiopulmonaryexercisetesting prior to major non-cardiacsurgery. BMJ Open. 2016;6(3): 010359.

Coutinho-Myrrha MA, Dias RC, Fernandes AA, Araújo CG, Hlatky MA, Pereira DG et al. Duke Activity Status Index em doenças cardiovasculares: validação de tradução em português. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2014;102(4): 383-90.

Tavares LA, Barreto Neto J, Jardim JR, Souza GMC, Hlatky MA, Nascimento OA. Adaptação cultural e avaliação da reprodutibilidade do Duke Activity Status Index para pacientes com DPOC no Brasil. J.braspneumol. 2012;38(6): 684-92.

Cooper KH. The aerobicsway. Bantam Books 1982.

Deé K, Lelovics Z. Correct determination of body mass index in people with lower limb amputation. Advanced Research in Scientific Areas. 2012; 7(3): 2133-37.

World Health Organization - WHO. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a World Health Organization Consultation. Geneva: World Health Organization. WHO. 2000. p. 256.

Carvalho Filho ET. Fisiologia do envelhecimento. In: Tratado de Gerontologia, 2. ed., Atheneu. 2007.

Green S, Egaña M, Baldi JC, Lamberts R, Regensteiner JG. Cardiovascular control during exercise in type 2 diabetes mellitus. Journal of Diabetes Research. 2015;2015.

Maughan R, Gleeson M, Greenhaff PL. Bioquímica do exercício e do treinamento. Manole. 2000.

Parasoglou P, Rao S, Slade JM. Declining skeletal muscle function in diabetic peripheral neuropathy. ClinTher. 2017;39(6): 1085-1103.

Bona RL, Aldabe D, Ribeiro JL. Avaliação do gasto energético em pacientes amputados de membro inferior protetizados. Arq Sanny Pesq Saúde. 2008;1(2): 98-108.

Gardinier ES, Kelly BM, Wensman J, Gates DH. A controlled clinicaltrial of a clinically-tuned power edankle prosthesis in people with transtibial amputation. Clinical rehabilitation. 2018;32(3): 319-29.

Jong AT, Gallagher MJ, Sandberg KR, Lillystone MA, Spring T, Franklin BA et al. Peak oxygen consumption and the minute ventilation/carbono dioxide production relations lope in morbidly obese men and women: influence of subject effort and body mass index. ASPC. 2008;11(2): 100-105.

Fernandes RA, Codogno JS, Campos EZ, Rodrigues EQ, Sousa S, Balikian Júnior P et al. Consumo máximo de oxigênio e fatores de risco cardiovascular em adultos jovens. RBAFS. 2009;14(2): 96-103.

Czerniecki JM. Rehabilitation in limbd eficiency. 1. Gait and motion analysis. Arch Phys Med Rehabil. 1996; 77(3): S3-S8.

Pinzur MS. Gaitanalysis in peripheral vascular insufficiency through-knee amputation. J Rehabil Res Dev. 1993;30(4): 388-92.

Waters RL, Perry J, Antonelli D, Hislop H. Energy cost of walking of amputees: the influence of level of amputation. J Bone Joint Surg Am.1976; 58(1): 42-6.

Waters RL, Mukroy S. The energy expenditure of normal and patuologic gait. Gait Posture. 1999;9(3): 207-31.

Publicado
2018-11-13
Seção
Artigos Originais