POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL LGBT: O QUE OCORRE NA PRÁTICA SOB O PRISMA DE USUÁRIOS (AS) E PROFISSIONAIS DE SAÚDE

  • Francisco Jander de Sousa Nogueira Universidade Fedral do Piauí http://orcid.org/0000-0003-4390-1709
  • Thalia Ariadne Peña Aragão Universidade Federal do Piauí - UFPI / Campus Ministro Reis Veloso - CMRV
Palavras-chave: Determinação social, Estigma, Saúde, Minorias sexuais e de gênero.

Resumo

Com o intuito de reparar a desassistência, promover saúde integral, equidade e atender à população LGBT de forma efetiva, a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNSILGBT) foi sancionada em 2011. Apesar de sua existência, o acesso desse público à saúde ainda hoje é restrito. Logo, o presente estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa que tem por objetivo analisar os desafios atuais no tocante ao atendimento e acesso da população LGBT aos serviços de saúde. Os dados foram coletados a partir de entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde de uma instituição hospitalar da cidade de Parnaíba-PI e travestis/transexuais usuárias que buscaram esse e outros dispositivos de saúde. Para análise do material coletado, foi utilizada a Análise de Discurso. Pretende-se, a partir da identificação e compreensão das restrições da PNSILGBT neste contexto, auxiliar na busca de práticas alternativas para a ampliação do acesso dessa população à saúde.

Biografia do Autor

Francisco Jander de Sousa Nogueira, Universidade Fedral do Piauí
Professor Adjunto do Curso de Medicina da Universidade Federal do Piauí - Campus Parnaíba. Membro do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde - CEBES.
Thalia Ariadne Peña Aragão, Universidade Federal do Piauí - UFPI / Campus Ministro Reis Veloso - CMRV
Acadêmica do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Piauí - UFPI / Campus Ministro Reis Veloso - CMRV

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Publicado
2019-10-21
Seção
Artigos Originais