ESTRESSE PERCEBIDO E O USO DE ÁLCOOL, TABACO E OUTRAS DROGAS ENTRE UNIVERSITÁRIOS

Palavras-chave: Saúde do Estudante, Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias, Fator de risco, Estresse

Resumo

Avaliar a consumo de drogas em uma população de universitários e verificar as associações com estresse percebido foi o objetivo desta pesquisa. A metodologia utilizada foi de pesquisa descritiva com uma população de 373 universitários. A coleta dos dados se deu de forma online; os participantes responderam ao TCLE, o questionário sociodemográfico, o instrumento para mensurar estresse (escala de Estresse Percebido - EP-10) e consumo abusivo de droga (ASSIST). Para verificar a associação entre o uso abusivo de drogas e a variável estudada foi utilizado o modelo de regressão logística com a significância de p<0,05. A regressão logística revelou associação significativa entre uso de tabaco, ter religião e morar com os pais. Para o consumo de álcool e outras drogas a regressão logística apresentou associação com alto estresse. Concluímos que quanto mais os universitários são expostos a fatores de risco, como estresse, maiores as probabilidades para o consumo de drogas.

Biografia do Autor

Luiz Roberto Marquezi Ferro, Universidade Metodista de São Paulo
Doutorando no Programa de Pós Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo (bolsista CAPES), São Bernardo do Campo (SP); Docente no Centro de Estudo da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Brodowski (SP), Brasil
Alvaro Augusto Trigo, Universidade de Franca
Mestre em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca (Unifran), Franca(SP), Brasil; Docente no Programa de Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina na Universidade de Franca (Unifran).
Aislan José Oliveira, Universidade Metodista de São Paulo
Doutorando no Programa de Pós Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo (bolsista CAPES), São Bernardo do Campo (SP), BR; Docente no Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade), Curitiba(PR), Brasil.
Marco Aurelio Ramos de Almeida, Universidade Metodista de São Paulo
Doutorando no Programa de Pós Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo (bolsista CAPES), São Bernardo do Campo (SP), BR; Docente na Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo(SP), Brasil
Regina Fujiko Tagava, Universidade Metodista de São Paulo
Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo (SP), Coordenadora Pedagógica do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC, São Paulo (SP), Brasil.
Carolina Meneses-Gaya, Instituto Nacional de Pesquisa em Álcool e Outras Drogas (INPAD)
Doutora em Saúde Mental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto(SP), Brasil; e Pós Doutora pelo Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica pela Universidade Federal de São Paulo, São Paulo(SP), Brasil (UNIFESP); Pesquisadora Associada do Instituto Nacional de Pesquisa em Álcool e Outras Drogas (INPAD), São Paulo(SP), Brasil.
Manuel Morgado Rezende, Universidade Metodista de São Paulo
Doutor em Saúde Mental pela Universidade Estadual de Campinas(SP) e Pós Doutor em Psicologia da Saúde pela Universidade deAlgarve (Portugal), Docente Titular no Programa de Pós Graduação em Psicologia da Saúde na Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo (SP), Brasil.

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Publicado
2019-10-21
Seção
Artigos Originas - Promoção da Saúde