LIVRE DEMANDA E SINAIS DE FOME DO NEONATO: PERCEPÇÃO DE NUTRIZES E PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Fernanda Paula Cerântola Siqueira, Barbara Almeida Santos

Resumo


O objetivo deste artigo é compreender o conceito de livre demanda e sinais de fome do neonato sob a ótica de nutrizes e profissionais da saúde. Foi realizado um estudo qualitativo com 21 nutrizes e 20 profissionais da saúde que atuam em um hospital materno infantil Amigo da Criança. Os dados foram coletados por meio de entrevistas gravadas e utilizou-se da análise de conteúdo na modalidade temática. Para atingir o objetivo, foram abordados dois temas: em busca do significado de livre demanda e reconhecimento dos sinais de fome do neonato. A partir deles, evidenciou-se que as nutrizes e alguns profissionais desconhecem o real significado de livre demanda e apontam o choro como o principal sinal de fome da criança.

Palavras-chave


Aleitamento Materno; Saúde da Criança; Saúde Materno Infantil

Texto completo:

PDF

Referências


BRANDÃO, E. C.; SILVA, G. R. F.; GOUVEIA, M. T. O.; SOARES, L. S. Caracterização da comunicação no aconselhamento em amamentação. Rev. Eletr. Enf. [Internet]., v. 14, n. 2, p. 355-65, abr./jun. 2012. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5216/ree.v14i2.12748. Acesso em: 25 jun. 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. II Pesquisa de prevalência de Aleitamento Materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Brasília, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Brasília, 2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa de prevalência de Aleitamento Materno em municípios brasileiros. Brasília, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

DIOGO, E. F.; SOUZA, T.; ZOCCHE, D. A. Causas do desmame precoce e suas interfaces com a condição socioeconômica e escolaridade. Enfermagem em Foco, Salvador, v. 2, n. 1, p. 10-13, 2011.

FIALHO F. A.; LOPES, A. M.; DIAS, I. M. A. V.; SALVADOR, M. Fatores associados ao desmame precoce do aleitamento materno. Rev. Cuid., Catanduva, v. 5, n. 1, p. 670-8, 2014.

FIGUEREDO, S. F.; MATTAR, M. J. G.; ABRAO, A. C. F. V. Iniciativa Hospital Amigo da Criança: uma política de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Acta Paul. Enferm., São Paulo, v. 25, n. 3, p. 459-463, 2012.

FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA. Iniciativa Hospital Amigo da Criança: revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado: módulo 3: promovendo e incentivando a amamentação em um Hospital Amigo da Criança: curso de 20 horas para equipes de maternidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

KANDIAH, J.; BURIAN, C.; AMEND, V. Teaching new mothers about infant feeding cues may increase breastfeeding duration. Food and Nutrition Sciences, Muncie, v. 2, p. 259-264, 2011.

LOPES, S. S.; LAIGNIER, M. R.; PRIMO, C. C.; LEITE, F. M.C. Iniciativa Hospital Amigo da Criança: avaliação dos dez passos para o sucesso do aleitamento materno. Rev. Paul. Pediatr., São Paulo, v. 31, n. 4, p. 488-493, 2013.

MATTHIESEN, A. S.; RANSJÖ-ARVIDSON, A. B.; NISSEN, E.; UVNÄS-MOBERG, K. Postpartum maternal oxytocin release by newborns: effects of infant hand massage and sucking. Birth, Boston, v. 28, n. 1, p. 13-19, 2001.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 13. ed. São Paulo: Hucitec, 2013.

MUÑOZ, L. C. Lactancia materna y gestión del cuidado. Rev. Cubana Enfermer., Ciudad de la Habana, v.27, n. 4, sep./dic. 2011.

ORSO L. F.; MAZZETTO F. M. C.; SIQUEIRA F. P. C. Percepção de mulheres quanto ao cenário de cuidado em saúde na promoção do aleitamento materno. Revista Recien, São Paulo, v. 6, n. 17, p. 3-12, 2016.

PRATES, L. A.; SCHMALFUSS, J. M.; LIPINSKI, J. M. Amamentação: a influência familiar e o papel dos profissionais de saúde. Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v. 4, n. 2, p. 359-367, 2014.

QUEIROZ, P. H.; SHIMO A. K., NOZAWA M. R. Enfermeiras da atenção básica na promoção do aleitamento materno. Rev. Pesqui. Cuid. Fundam., Rio de Janeiro, v.1, n. 2, p.1879-1888, 2011.

ROSENBERG, K. D.; STULL, J. D.; ADLER, M. R.; KASEHAGEN, L. J.; CRIVELLI-KOVACH, A. Impact of hospital polices on breastfeeding outcomes. Breastfeed Med., New Rochelle, v. 3, n. 2, p. 110-116, 2007.

SERRA, S. O. A.; SCOCHI, C. G. S. Dificuldades maternas no processo de aleitamento materno de prematuros em uma UTI neonatal. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 12, n. 4, p. 597-605, julho/ago. 2004.

SILVA, C. F. Contribuição de intervenção pró-aleitamento materno nos primeiros quatro meses pós-parto para a manutenção da amamentação por dois anos ou mais: ensaio clínico randomizado com mães adolescentes e avós maternas. [dissertação]. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2015.

SIQUEIRA, F. P. C.; COLLI, M. Prevalência do contato precoce entre mãe e recém-nascido em um hospital amigo da criança. Rev. Enferm. UFPE on line., Recife, v. 7, n. 11, p. 6455-61, nov. 2013.

STUEBE, A. M. Formas de facilitar que la mujer alcance sus metas de lactancia materna. Obstetrics & Gynecology, Chapel Hill, v. 123, p. 643-652, 2014.

TOMA, T. S.; REA, M. F. Benefícios da amamentação para a saúde da mulher e da criança: um ensaio sobre as evidências Benefits of breastfeeding for maternal and child health: an essay on the scientific evidence. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 2, p. 235-246, 2008.

VARGAS, P. B.; VIEIRA, B. D. G.; QUEIROZ, A. B. A.; ALVES, V. H.; AGUIAR, R. C. B.; RODRIGUES, D. P. Experiências de puérperas na identificação de sinais de fome do recém-nascido. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v. 30, n. 1, p. 335-343, jan./mar. 2016.

VENANCIO, S. I.; ESCUDER, M. M. L.; SALDIVA, S. R. D. M.; GIUGLIANI, E. R.J. A prática do aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal: situação atual e avanços. J. Pediatr. (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 86, n. 4, p. 317-324, ago. 2010.

WORLD HEALTH ORGANIZATION, United Nations Children’s Fund. Innocent Declaration. Florença: UNICEF/WHO, 1990.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Evidence for the ten steps to successful breastfeeding. Geneva, 1998.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. The optimal duration of exclusive breastfeeding: a systematic review. Geneva, 2002.

WRIGHT, A.; RICE, S; WELLS, S. Changing hospital practices to increase the duration of breastfeeding. Pediatrics, Evanston, v. 97, n. 5, p. 669-675, 1996.




DOI: http://dx.doi.org/10.17765/1983-1870.2017v10n2p233-241

Comentários sobre o artigo

Visualizar todos os comentários


Saúde e Pesquisa
Unicesumar, Maringá (PR), Brasil
Contato: naep@unicesumar.edu.br
ISSN 1983-1870 Impressa
ISSN 2176-9206 On-line

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.