Do conhecimento tradicional à ciência: Plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e seu potencial na Amazônia Rural
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9168.2026v19.e14291Palabras clave:
Agroecologia, Etnobiologia, Sustentabilidade, Segurança alimentarResumen
Este estudo investiga o papel e o potencial das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) na comunidade rural Nossa Senhora do Guadalupe, em Alta Floresta. Ao integrar saberes tradicionais e abordagens científicas, a pesquisa documenta práticas ancestrais e avalia os usos alimentares, medicinais e cosméticos dessas espécies vegetais. Adotou-se uma metodologia qualitativa, com entrevistas semiestruturadas, observações diretas de práticas envolvendo 30 participantes. Das foi montado inventário botânico, o qual foi realizado com as espécies mencionadas pelos agricultores. Foram citadas 170 espécies pertencentes a 64 famílias botânicas. Os resultados indicam que 93,3% dessas plantas são utilizadas para alimentação, 86,7% possuem uso medicinal e 36,7% são aplicadas em cosméticos. A transmissão de conhecimento ocorre principalmente por redes familiares e comunitárias, enquanto a formação técnica amplia o acesso e a sustentabilidade das práticas. Apesar do potencial, barreiras culturais, econômicas e ambientais restringem a adoção e comercialização em larga escala. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas estratégicas para promover as PANCs como caminho para a segurança alimentar, saúde e conservação da biodiversidade. A integração dessas plantas aos sistemas agroalimentares representa resposta eficaz aos desafios contemporâneos da sustentabilidade, fortalecendo a autonomia local, a diversidade alimentar e a preservação do patrimônio socioambiental.
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