Práticas organizativas da comunidade escolar e os impactos da COVID-19 na disputa pelo espaço urbano em Maringá/Pr
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9176.2026v31.e13603Palavras-chave:
Cidade, COVID-19, Práticas Organizativas, Comunidade escolarResumo
Este artigo tem como objetivo compreender as práticas organizativas realizadas pela comunidade escolar na cidade de Maringá/PR, considerando as medidas decretadas pela Prefeitura Municipal no contexto da Covid-19. A pesquisa é qualitativa e descritiva e envolve coleta de dados primários e secundários, os quais foram interpretados por meio da técnica de análise hermenêutica-dialética. Em 2020, a pandemia da COVID-19 impulsionou as escolas a se adaptarem aos decretos estaduais e municipais. Este estudo considera a cidade como uma organização estruturada por relações de poder, com ênfase nas práticas organizativas da comunidade escolar, refletidas em suas demandas e manifestações. Os resultados revelaram as práticas organizativas de planejamento, organização, representação, resistência e ressignificação, expressas pela comunidade escolar. Identificou-se também, as relações de poder, disputas pelo espaço urbano, contradições às medidas decretadas pela prefeitura, além da desigualdade educacional. Essas práticas organizativas são resultantes das manifestações ocorridas na cidade-organização. Foi possível identificar pelo poder público municipal as práticas organizativas de planejamento, organização, representação, controle e resistência. O estudo amplia a compreensão das práticas organizativas, destacando a cidade como um espaço marcado por relações de poder, resistência e disputa, além de reforçar a visão da cidade como uma organização composta por interações sociais, conflitos e múltiplos territórios. A pesquisa evidencia como grupos sociais, como a comunidade escolar, utilizam o espaço urbano para resistir a medidas governamentais, fornecendo insights importantes para gestores públicos sobre como o impacto das dinâmicas de poder e mobilizações influenciam políticas e decisões em períodos de crise.
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