Resistência adesiva de restaurações biológicas posteriores submetidas à microtração

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13378

Palavras-chave:

Adesividade, Desgaste de Restauração Dentária, Estresse mecânico

Resumo

Este estudo avaliou a resistência adesiva de restaurações biológicas comparadas com restaurações convencionais de porcelana. 24 coroas de terceiros molares extraídas e alisadas foram divididas aleatoriamente em grupo controle (n = 12; restaurações de porcelana) e grupo experimental (n = 12, restaurações biológicas). Restaurações biológicas foram confeccionadas a partir de fragmentos dos dentes e coroas de porcelana e coladas com resina composta. Após 24 horas, os dentes foram submetidos a ciclos térmicos e à microtração. A análise da fratura foi realizada com lupa estereoscópica; as amostras foram caracterizadas por MEV. A análise dos dados foi realizada com o teste t de Student e o teste qui-quadrado (p ? 0,05). Houve diferença significativa quanto ao tipo de fratura (p = 0,015), com taxa de fratura adesiva de 75% no grupo experimental. As restaurações biológicas constituem uma opção viável para o restabelecimento da função e estética em dentes posteriores.

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Biografia do Autor

Lilian Capanema Nogueira , Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal dos Vales e Jequitinhonha e Mucuri (2011) - Diamantina - MG. Mestre em Odontologia, área de concentração Clínica Odontológica (UFVJM) (2014). Doutora em Odontologia na área de concentração de Clinica Odontológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (2018). Cirurgiã Dentista e Coordenadora de Saúde Bucal no Programa Saúde da Família (PSF), Irmã Gertrudes, Conceição do Pará (MG).

Larissa Doalla de Almeida e Silva, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JK (2017), mestrado em ODONTOLOGIA pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JK (2019) e doutorado em ODONTOLOGIA pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JK (2024). Atualmente é cirurgiã-dentista da Atenção Primária da Prefeitura Municipal de Diamantina, MG. Tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Clínica Odontológica, atuando principalmente nos seguintes temas: patologia oral, estomatologia, câncer bucal e ozônio terapia.

Nayara Kelly Lyrio Ferraz, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduada no curso de Odontologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri ( 2011) - Diamantina - MG Mestre em Odontologia no curso de pós graduação PPGOdonto UFVJM (2014) Doutora em Odontologia na área de concentração de Clínica Odontológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (2018) Técnica em Prótese dentária na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (2018-)

Karine Taís Aguiar Tavano, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduação em Odontologia pela Universidade do Sagrado Coração (2001) Bauru-SP. Especialização em Prótese Dentária pela FOB - USP, Mestrado em Clínicas Odontológicas na PUC Minas ênfase Prótese Dentária. Doutorado em Bioengenharia, UFMG. Professora Adjunta da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, na área de Dentística (2011- atual). Professora substituta (2002-2004 e 2007-2008) e voluntária (2005-2007 e 2009-2010) do Departamento de Odontologia/UFVJM. Vice-chefe do Departamento de Odontologia/UFVJM (2011-2011) e Vice-coordenadora do curso de odontologia FCBS/UFVJM (2013 - 04/2014). Membro do Colegiado de curso de Odontologia/UFVJM (2014-2016). Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Odontologia/UFVJM (2011 - 04/2014) Membro CPPD (2016-2018) Chefe do Departamento de Odontologia UFVJM (2017-2019) Bolsista de produtividade do CNPq (2009-2010). Vice-diretora FCBS/UFVJM (jan. 2019- jan. 2023. Diretora FCBS (2023-26) Orientação de trabalhos de Iniciação Científica e Projetos de Pesquisa nas áreas de Prótese Dentária, Dentística e Materiais Dentários, envolvendo as Linhas de Pesquisa: Clínica Odontológica Integrada, Restaurações Biológicas e Propriedades Mecânicas, Biológicas e Físico-Químicas dos Materiais Restauradores.

Adriana Maria Botelho, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduada em Odontologia pela Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina - FAFEOD (1983-1986), atual UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri), mestre em Odontologia, área de concentração Dentística pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP (1996) e doutora em Odontologia, área de concentração Dentística pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP (1999). Atualmente é professora Titular do Departamento de Odontologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Diamantina, M.G. Experiência na área de Odontologia, com ênfase em Dentística, atuando principalmente nos seguintes temas: materiais odontológicos, restaurações e pinos biológicos e hipnose clínica.

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Publicado

02-04-2026

Como Citar

Nogueira , L. C., Silva, L. D. de A. e, Ferraz, N. K. L., Tavano, K. T. A., & Botelho, A. M. (2026). Resistência adesiva de restaurações biológicas posteriores submetidas à microtração. Saúde E Pesquisa, 19, e13378. https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13378

Edição

Seção

Artigos Originais