Fatores associados ao contato pele a pele entre mãe e recém-nascido e à amamentação na primeira hora de vida: estudo transversal
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13954Palavras-chave:
Aleitamento Materno, Período Pós-Parto, Saúde Materno-Infantil, Recém-nascidoResumo
O objetivo foi investigar os fatores associados ao contato pele a pele entre mãe e recém-nascido e à amamentação na primeira hora de vida. Gestantes (n=165) no terceiro trimestre preencheram um questionário pré-testado com informações sociodemográficas, relacionadas à gestação, ao aleitamento materno e condições sistêmicas. Após o parto, informações sobre o parto e o bebê foram coletadas em prontuário médico. Foram realizadas análises de regressão logística simples e múltipla, considerando três desfechos de interesse (p<0,05): a) contato pele a pele (n=165); b) amamentação na primeira hora (n=138); c) contato pele a pele e amamentação na primeira hora em conjunto (n=137). A prática do contato pele a pele foi registrada em 41,2% e a amamentação na primeira hora em 26,8% dos partos, sendo que o desfecho combinado ocorreu em 18,2%. O parto normal mostrou associação consistente com maiores chances tanto de contato pele a pele (OR=10,12; IC95%: 3,41–30,04) quanto de amamentação na primeira hora de vida (OR=19,34; IC95%: 7,18–52,11). Além disso, o início do pré-natal até o segundo mês da gestação associou-se à maiores chances de contato pele a pele (OR=4,54; IC95%: 1,29–15,28), enquanto a gravidez planejada associou-se à maiores chances de amamentação na primeira hora (OR=2,78; IC95%: 1,04–7,46). No desfecho combinado, o início precoce do pré-natal (OR=7,38; IC95%: 1,45–37,58) e o parto normal (OR=22,71; IC95%: 6,74–76,50) mantiveram associação positiva. Observou-se baixa adesão às práticas de contato pele a pele e amamentação na primeira hora. O parto normal, o início precoce do pré-natal e a gravidez planejada associaram-se a maiores chances de adesão a essas práticas.
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