ADESÃO AOS DEZ PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL EM PESSOAS IDOSAS

  • Claudine Lamanna Schirmer Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
  • Raquel Seibel Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
  • Rúbia Garcia Deon Docente na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Campus de Frederico Westphalen, Frederico Westphalen (RS), Brasil.
  • Carla Helena Augustin Schwanke Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
  • Irenio Gomes da Silva Filho Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
  • Ângelo José Gonçalves Bós Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Palavras-chave: Hábitos Alimentares, Dieta, Idoso, Política Nacional de Saúde do Idoso, Nutrição do Idoso

Resumo

Analisar a adesão aos dez passos para uma alimentação saudável em idosos e sua relação com estado nutricional. Estudo transversal domiciliar, com amostragem representativa. Participaram 7.315 idosos com média de 70,4±7,35 anos. Os passos com maior adesão foram o 4 e o 10 e o com menor adesão foi o 9. A média de passos seguidos foi significativamente maior nas mulheres, em maiores de 80 anos e menor nos com sobrepeso. As mulheres apresentaram maior frequência de adesão aos passos 2, 3, 8 e 10. A média da idade dos idosos que seguiram os passos 3, 4, 5, 8 e 9 foi significativamente maior, enquanto a média do IMC foi significativamente maior nos que não seguiram os passos 2, 5 e 8 e nos que seguiram os passos 6 e 10. Ressalta-se a importância do estabelecimento de políticas públicas que abranjam estratégias para a promoção de hábitos alimentares saudáveis em idosos com vistas ao envelhecimento ativo e bem-sucedido.

Biografia do Autor

Claudine Lamanna Schirmer, Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Doutoranda em Gerontologia Biomédica. Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Raquel Seibel, Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Doutoranda em Gerontologia Biomédica. Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Rúbia Garcia Deon, Docente na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Campus de Frederico Westphalen, Frederico Westphalen (RS), Brasil.
Docente na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) - Campus de Frederico Westphalen, Frederico Westphalen (RS), Brasil.
Carla Helena Augustin Schwanke, Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Irenio Gomes da Silva Filho, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Ângelo José Gonçalves Bós, Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.
Docente no Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre (RS), Brasil.

Referências

REFERÊNCIAS

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Publicado
2018-02-12
Seção
Artigos Originais