Infecções sexualmente transmissíveis na população residente no projeto de assentamento rural Nova Amazônia, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9206.2022v15n2.e9808Palavras-chave:
Infecção sexualmente transmissível, População rural, PrevalênciaResumo
O adoecimento pode revelar impactos e consequências das desigualdades sociais, econômicas e culturais. Avaliar a soroprevalência da infecção pelo HIV, Hepatites B e C e Sífilis e o comportamento sexual dos moradores do Projeto de Assentamento Nova Amazônia (PANA). Trata-se de estudo observacional, transversal, descritivo, quantitativo e qualitativo, envolvendo 246 moradores do PANA, realizado entre novembro de 2019 e setembro de 2020. Foi aplicado um questionário e realizados testes rápidos para HIV 1 e 2, Sífilis e Hepatites B e C. Foi possível observar a prevalência de 4,1% para infecções sexualmente transmissíveis, estando associada estatisticamente com ser do gênero masculino (p = 0,04), ter mais de 40 anos (p = 0,003) e ter se relacionado com mais de 10 parceiros sexuais ao longo da vida (p = 0,03). Devido à identificação de condutas sexuais de risco, como baixíssima adesão ao uso do preservativo, faz-se necessária a realização de diagnóstico precoce e monitoramento de novos casos.Downloads
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