Sarampo: incidência da doença e vacinação infanto-juvenil em Belém do Pará entre 2018-2021

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13145

Palavras-chave:

Epidemiologia, Sarampo, Tríplice Viral

Resumo

O objetivo foi avaliar a incidência de sarampo e analisar a cobertura vacinal da Tríplice Viral em Belém do Pará na faixa etária de 0 a 19 anos, entre 2018-2021. Trata-se de um estudo do tipo ecológico, descritivo e retrospectivo, obteve-se os dados por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Ao analisar os dados, verificou-se o maior número de casos de sarampo no ano de 2020 e em pacientes de 15 a 19 anos (40,71%), do sexo masculino (53,48%) e pardos (59,89%). Houve a maior taxa de vacinação no ano de 2019 em crianças de 1 ano de idade (79,76%), com posterior redução da taxa de vacinação. Conclui-se que a maior incidência de sarampo ocorreu em 2020, no sexo masculino, entre 15 a 19 anos e raça parda. A maior aplicação da Tríplice Viral ocorreu crianças com 1 ano de idade, em 2019.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Tainá Cristina Coelho, Universidade do Estado do Pará

Estudante de medicina pela Universidade do Estado do Pará, com produção científica nas áreas de Covid-19, tuberculose e sífilis. Participante ativa de projetos de pesquisa e extensão voltados para a promoção da saúde pública e o enfrentamento de doenças contagiosas.

Murilo Nascimento Bezerra, Universidade do Estado do Pará

Atua principalmente nos seguintes temas: covid-19, revisão sistemática, epidemiologia, infecções por coronavírus e doenças neuromusculares.

Márcia de Fátima Maciel Rojas, Universidade do Estado do Pará

 

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1990), mestrado em Doenças Tropicais: clínica pelo Nucleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará(2003), doutora em medicina tropical pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro-RJ (2018) . Médica da Auditoria da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. Docente efetiva da Universidade do Estado do Pará do Curso de MedicinaI-DSCM / UEPA. Facilitadora Nacional da Estratégia AIDPI Neonatal.Tutora do Método Canguru na Atenção Básica pelo Ministério da Saúde e Instrutora do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Tem experiência na área de medicina nos seguintes temas: pediatria, perinatologia, desenvolvimento infantil, segurança do paciente e doenças tropicais. 

Referências

1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria. 4ª ed. Barueri: Manole; 2017.

2. Chaves ECR, Júnior K das NT, de Andrade BFF, de Mendonça MHR. Avaliação da cobertura vacinal do sarampo no período de 2013-2019 e sua relação com a reemergência no Brasil. REAS [Internet]. 2020 [cited 2024 FEV 02]; (38):e1982. doi: https://doi.org/10.25248/reas.e1982.2020

3. Kliegman RM, Stanton BF, Geme JW, Schor NF, Behrman RE. Nelson Tratado de Pediatria. 20ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

4. Brasil, Ministério da saúde. Dados epidemiológicos de doenças exantemáticas no Brasil. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/exantbr.def .

5. Durans KCN, Fonseca JSR, Brito JD, Ferreira APF, Pasklan ANP. Avaliação da cobertura vacinal e internações por condições sensíveis à atenção primária preveníveis por imunização. Saúde (Sta. Maria) [Internet]. 2021 [cited 2022 out 30]; 47(1). https://doi.org/10.5902/2236583465262

6. Lourenço I, Nardelli MJ, Ninomiya VY, Carvalho RT. Você sabe como funciona uma vacina? Entenda os desafios da vacina contra o coronavírus. Coronavírus secretaria de estado de saúde de Minas Gerais,2020. Disponível em: https://coronavirus.saude.mg.gov.br/blog/146-voce-sabecomo-funciona-uma-vacina.

7. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – SCR. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacina-triplice-viral-sarampo-caxumba-e-rubeola-scr .

8. PORTAL BUTANTAN. Com aumento da cobertura vacinal e vigilância, Brasil não registra casos de sarampo desde 2022. Disponível em: https://butantan.gov.br/noticias/com-aumento-da-cobertura-vacinal-e-vigilancia-brasil-nao-registra-casos-de-sarampo-desde-2022-.

9. Brasil, Ministério da saúde. Imunizações no Brasil. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/dhdat.exe?bd_pni/dpnibr.def .

10. Lima, GT, Brito AG, Vargas GLM, Ferreira JD, Silva PIO, Segundo JTM, et al. Os impactos da mudança do perfil epidemiológico do sarampo no Brasil. Braz. J. Hea. Rev. 2020. 3(3):5973-81. Doi: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n3-155

11. Silva ALR, Reis GSC, Lopes MAS, Azevedo ACC, Santos MCS, Barbosa, VV. Perfil epidemiológico e cobertura vacinal do sarampo no Brasil. Saude e pesqui. (Impr.) ; 16(2): 11499, abr./jun. 2023. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1510563.

12. Makarenko C, San Pedro A, Paiva NS, Santos JPC dos, Medronho R de A, Gibson G. Measles resurgence in Brazil: analysis of the 2019 epidemic in the state of São Paulo. Rev Saúde Pública [Internet]. 2022;56:50. Available from: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2022056003805

13. Moraes MM, Sagica FES, Jesus MI, Medeiros RFL, Silva DFL, Matos HJ et al. Estudo soroepidemiológico do sarampo em populações residentes na Região Metropolitana de Belém, estado do Pará, Brasil, 2016 a 2018. Rev Pan-Amaz Saude [Internet]. 2020 [cited 2024 FEV 07]; 11: e202000378. doi: http://dx.doi.org/10.5123/s2176-6223202000378

14. Andrade FRN de, Santos PFBB dos, Silva BCO da, Silva I da, Lobato VCSB. Situação vacinatória da tríplice e da tetra viral em crianças matriculadas na Educação Infantil. Rev Ciênc Med. 2022;31:e225305. https://doi.org/10.24220/2318-0897v31e2022a5305

15. Moura LL, Neto M, Santos RS. Temporal trend of the dropout rate and vaccination coverage of the triple viral vaccine in Brazil, 2014-2021. Epidemiologia e Serviços de Saúde [online]. v. 32, n. 3, e2023117. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S2237-96222023000300004.EN

16. Sato APS, Boing AC, Almeida RLF, Xavier MO, Moreira RS, Martinez EZ, et al. Vacinação do sarampo no Brasil: onde estivemos e para onde vamos?. Ciência & Saúde Coletiva, v. 28, n. 2, p. 351–362, fev. 2023. https://doi.org/10.1590/1413-81232023282.19172022

17. Peixoto MEG, Neves ACF, Aguiar MCR de, Fonseca LetíciaS, Matioli L de M, Bhering CA. A reemergência do sarampo no brasil: falha da cobertura vacinal. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 8, n. 7, p. 776–786, 2022..6244. https://doi.org/10.51891/rease.v8i7.6244

18. Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Sarampo. Washington, D.C.:OPAS; c2023 [citado 2025 mar 3]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/sarampo

Publicado

02-03-2026

Como Citar

Coelho, T. C., Bezerra, M. N., & Rojas, M. de F. M. (2026). Sarampo: incidência da doença e vacinação infanto-juvenil em Belém do Pará entre 2018-2021 . Saúde E Pesquisa, 19, e13145 . https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13145

Edição

Seção

Artigos Originais