Caracterização e gerenciamento dos resíduos gerados no beneficiamento das sementes de milho

Palavras-chave: Biomassa residual, Potencial energético, Pré-processamento, Subproduto agrícola, Zea mays

Resumo

O estudo teve como objetivo a caracterização dos resíduos gerados em Unidade de Beneficiamento de Sementes de milho e promover alternativas gerenciais a sua destinação. Foram acompanhadas as atividades na unidade para coletar dados referentes aos resíduos gerados nas etapas do beneficiamento, da recepção do milho em espiga à armazenagem das sementes, em sete lotes, aleatoriamente, selecionados na recepção dos caminhões no período janeiro/fevereiro 2018. Para o mapeamento da geração de resíduos sólidos o levantamento das informações, a caracterização dos resíduos gerados, através da composição gravimétrica e classificação seguiu os critérios da NBR 10.004 e 10.007. Relacionado à quantidade e tipos de resíduos, predomina a geração de resíduos sólidos de Classe II, a maioria recicláveis e potenciais de redução dos custos de produção; há necessidade de conscientização referente à coleta seletiva, principalmente em relação aos resíduos sólidos de Classe I e de treinamento que incentive os colaboradores para uma gestão integrada de resíduos sólidos. Nos âmbitos técnicos e ambientais, a reutilização de resíduos gerados na UBS como subprodutos da produção de sementes se apresenta com grande capacidade de solucionar parte dos problemas ambientais causados pelo processo, como fonte de energia, alimentação animal e substrato vegetal gerar renda e reduzir custos. O mapeamento dos resíduos gerados na produção de sementes na UBS permitiu apontar gargalos e soluções considerando parâmetros econômicos e ambientais para um programa de gestão ambiental eficiente.

Biografia do Autor

Larissa Leite de Araújo, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Técnica em Agropecuária, discente no curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá (PR), Brasil.
Gustavo Soares Wenneck, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Engenheiro Agrônomo, discente no programa de Pós-graduação em Agronomia (PGA) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá (PR), Brasil.
Reni Saath, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Doutora em Agronomia, docente do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá - UEM, Maringá (PR), Brasil.
Gabriel Ramos Donini, Universidade Estadual de Maringá
Discente no curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá (PR), Brasil.
Josélia Portilho dos Santos, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Discente no curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá (PR), Brasil.
Danilo César Santi, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Engenheiro Agrônomo, discente no programa de Pós-graduação em Agronomia (PGA) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá (PR), Brasil.

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Publicado
2021-07-31