Estrutura e desempenho da agroindústria de carne bovina no estado do Pará, Amazônia, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9168.2026v19.e13731Palabras clave:
Abate, Estrutura de mercado, Exportação, Bovinocultura de corte, PecuáriaResumen
O artigo analisa a estrutura de mercado e o crescimento da agroindústria de carne bovina no estado do Pará, Brasil. A concentração de mercado foi avaliada por meio dos indicadores: razão de concentração (CR) e Índice de Herfindahl-Hirschman (IHH) estimados a partir da capacidade instalada de abate das agroindústrias instaladas no estado do Pará. Também foram estimadas as taxas de ociosidade dos empreendimentos. Os resultados mostram que no segmento sob inspeção federal (SIF), o mercado apresenta alta concentração: as quatro maiores empresas (CR4) controlam 67,31% do abate sob inspeção federal, e as oito maiores (CR8) têm 87,36% dessa participação. O Índice Herfindahl-Hirschman (IHH) para o setor, considerando apenas as empresas sob inspeção federal, é de 1.434,76, o que indica uma concentração moderada configurando um oligopsônio. Quando analisadas as empresas sob inspeções federal e estadual, as quatro maiores empresas (CR4) controlam 43,00% do abate total, enquanto as oito maiores (CR8) detêm 56,80%, caracterizando baixa concentração de mercado. O IHH, nesse caso, foi de 661,60, caracterizando um mercado não concentrado, embora ainda haja certa dominância por um número reduzido de empresas. Quanto ao índice de ociosidade dos frigoríficos, que reflete a capacidade não utilizada de abate, tem mostrado tendência de declínio nos últimos anos. Os frigoríficos sob inspeção estadual (SIE) operam com uma ociosidade superior a 50%, enquanto os frigoríficos sob inspeção federal (SIF) apresentaram uma redução significativa, com uma ociosidade de 24,61% em 2024. A indústria frigorífica de carne bovina no Pará apresenta concentração de mercado moderada no segmento sob inspeção federal (SIF), com poucas empresas respondendo pela maior parte do abate e das exportações. Além disso, o setor enfrenta desafios relacionados à escassez de bovinos e à retenção de fêmeas para reprodução, fatores que contribuem para a ociosidade dos frigoríficos estaduais.
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