Tratamento medicamentoso da obesidade no Youtube: há potencial informativo na rede social?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13023

Palavras-chave:

Comunicação em saúde, Obesidade, Internet, Tratamento Farmacológico, Mídias Sociais

Resumo

Avaliar as informações sobre o tratamento da obesidade disponíveis no YouTube. Métodos: estudo é transversal com coleta realizada no dia 20 de setembro de 2021. Os dados foram categorizados conforme o perfil do responsável. Avaliada presença de interesse comercial e qualidade das informações através do instrumento Brief DISCERN. Resultados: 89,8% da amostra não foi identificado público-alvo específico para a informação. Profissionais de saúde foram os responsáveis em 59,3% da amostra. Vídeos com maior número de visualizações foram aqueles publicados por emissoras de TV, bem como as maiores aprovações. O conteúdo publicado por profissionais de saúde apresentou melhores índices de interação e menores reprovações. 60% dos vídeos sobre tratamento farmacológico da obesidade foram considerados úteis. Conclusão: é necessário que instituições de ensino, instituições de saúde e profissionais de saúde insiram-se de forma mais significativa na rede, de forma que a população tenha acesso a informações seguras, objetivas e de qualidade.

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Biografia do Autor

Taynah da Silva Pinheiro, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Amazonas (2010), mestrado em Gestão e Administração da Assistência Farmacêutica pela Universidade Federal Fluminense (2020) e Doutorado em Ciências aplicadas a Produtos para Saúde também pela Universidade Federal Fluminense (2023). Atualmente é docente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde - Departamento de Ciências Farmacêuticas. Tem experiência na área de farmácia, especialmente Cuidado Farmacêutico e Uso Racional de Medicamentos, além de Informações sobre medicamentos na internet.

Juliana Denicoli Silvestre Caetano, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Espírito Santo (2002), mestrado profissional em Administração e Gestão da Assistência Farmacêutica, pela Universidade Federal Fluminense (2018). Ingresso em curso de doutorado pela Universidade Federal Fluminense (2020). Atualmente é farmacêutica estatutária plantonista do Instituto Estadual de Tórax Ary Parreiras do Estado do Rio de Janeiro, com vasta experiência na área de Farmácia hospitalar.

Jéssica Quintanilha Marcelo de Carvalho, Universidade Federal Fluminense

Especialista em Farmácia Hospitalar, pela Universidade Federal Fluminense - UFF (unidade de treinamento em serviço: Instituto Nacional de Cardiologia-RJ) e Graduada em Farmácia pela UFF. Tem experiência na área de farmácia hospitalar, farmácia clínica e atenção farmacêutica. Atualmente, atua como farmacêutica hospitalar e é mestranda do PPG GAFAR/UFF.

Selma Rodrigues de Castilho, Universidade Federal Fluminense

Graduada em Farmácia pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em Engenharia Biomédica pela COPPE/UFRJ, professora titular da Faculdade de Farmácia da UFF e membro do corpo permanente dos cursos de Residência em Farmácia Hospitalar, mestrado em Gestão e Administração da Assistência Farmacêutica, mestrado e doutorado em Ciência aplicada a produtos para saúde, todos da Faculdade de Farmácia da UFF. Atua nas áreas de educação farmacêutica, informação sobre medicamentos, farmácia hospitalar, estudos de utilização de medicamentos, farmacoepidemiologia e farmácia clínica. Atualmente é Vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (ABEF) e Coordenadora de Registros, Bolsas e Auxílios da Pró-reitoria de Extensão da UFF.

José Raphael Bokehi, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(1989), mestrado em Engenharia Biomédica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(1992) e doutorado em Engenharia Biomédica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(2000). Atualmente é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, Professor Associado da Universidade Federal Fluminense, Revisor de periódico da Revista brasileira de engenharia biomédica (1517-3151), Revisor de periódico da IEEE Transactions on Bio-Medical Engineering (0018-9294), Revisor de periódico da Revista IEEE América Latina, Revisor de projeto de fomento do Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco, Revisor de periódico da Research on Biomedical Engineering e associado da Sociedade Brasileira de Computação - Porto Alegre. Tem experiência na área de Engenharia Biomédica, com ênfase em Engenharia Médica. Atuando principalmente nos seguintes temas:Modelagem Auto-Regressiva Adaptativa, EEG Neonatal, Monitorização.

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Publicado

25-02-2026

Como Citar

Pinheiro, T. da S., Caetano, J. D. S., Carvalho, J. Q. M. de, Castilho, S. R. de, & Bokehi, J. R. (2026). Tratamento medicamentoso da obesidade no Youtube: há potencial informativo na rede social? . Saúde E Pesquisa, 19, e13023. https://doi.org/10.17765/2176-9206.2026v19e13023

Edição

Seção

Artigos Originais