<b>Efeito da Administração Oral de Precursores Gliconeogênicos Hepáticos na Recuperação da Hipoglicemia Induzida por Insulina (HII)

  • Rosângela Fernandes Garcia Universidade Estadual de Maringá - UEM
  • Franciele Neves Moreno Universidade Estadual de Maringá – UEM
  • Kátia Fialho do Nascimento Universidade do Paraná - Cascavel
  • Vilma Ferreira Gazola Universidade Estadual de Maringá - UEM
Palavras-chave: Hipoglicemia, Insulina, Gliconeogênese, Metabolismo.

Resumo

A terapia intensiva de insulina determina um controle glicêmico rigoroso, mas resulta numa incidência aumentada de hipoglicemia induzida pela insulina (HII). A disponibilidade de precursores gliconeogênicos é crucial para a produção hepática de glucose e sua oferta oral promove recuperação diferenciada da glicemia. Considerando que o fígado desempenha papel central na regulação da glicemia, nossa pesquisa teve como objetivo investigar sua participação nos mecanismos de recuperação da HII, a partir da administração oral de precursores gliconeogênicos em ratos com 6 horas de privação alimentar. Nossos resultados demonstraram que o glicerol, o piruvato e a L-glutamina apresentaram tendência de elevar a glicemia aos 8 min após gavagem. No entanto, a partir de 30 min somente a L-alanina e a L-glutamina apresentaram a menor queda da glicemia. O piruvato e o glicerol apresentaram o mesmo efeito efêmero da glicose sobre a recuperação da glicemia, ou seja, elevação inicial e agravamento posterior do quadro. Após 1h da administração o efeito positivo da L-alanina desaparece tornando-a inapropriada contra queda da glicemia em tempos prolongados, enquanto a L-glutamina sustentou um maior valor glicêmico. Concluímos que provavelmente pelo fato do hepatócito encontrar-se mais reduzido quando a L-glutamina é o precursor gliconeogênico o efeito deste aminoácido a longo prazo seria favorecido.

Biografia do Autor

Rosângela Fernandes Garcia, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Docente adjunta do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Estadual de Maringá – UEM; Doutora em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá – UEM; Docente e orientadora do Curso de Pós-Graduação lato sensu em Fisiologia da Universidade Estadual de Maringá – UEM. E-mail: rfgarcia@uem.br
Franciele Neves Moreno, Universidade Estadual de Maringá – UEM
Especialista em Fisiologia Humana pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. E-mail: francielemoreno@ig.com.br
Kátia Fialho do Nascimento, Universidade do Paraná - Cascavel
Docente da Universidade do Paraná – Cascavel. Mestre em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. E-mail: Kátia@unipar.br
Vilma Ferreira Gazola, Universidade Estadual de Maringá - UEM
Docente adjunto do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Estadual de Maringá – UEM; Doutora em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. E-mail: vafggazola@uem.br
Publicado
2011-09-29
Seção
Artigos Originais