ANÁLISE DE SUSTENTABILIDADE DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE TRIUNFO (PE)

Bárbara Denise Ferreira Gonçalves, Tales Wanderley Vital

Resumo


Este trabalho investiga o desenvolvimento rural sustentável de Triunfo (PE), com o objetivo de verificar se esse tipo de desenvolvimento vem ocorrendo no município e com que intensidade. Para isso, foi tomado como referência o modelo de Sachs, que considera a sustentabilidade no meio rural a partir das dimensões social, ecológica e econômica. A esse modelo teórico de desenvolvimento sustentável foram incorporados indicadores de sustentabilidade do IBGE, resultando na elaboração de um modelo analítico, que foi aplicado utilizando dados obtidos nos levantamentos realizados. Como resultado, observou-se para o meio rural de Triunfo (PE) grande dependência das políticas públicas, principalmente aquelas dirigidas à agricultura familiar, como principal apoio aos residentes da área rural. Foi identificado que a sustentabilidade desse meio rural está em andamento devido ao fato de que a maioria dos pequenos produtores, em razão das secas ocorridas, não tem conseguido manter ou ampliar as atividades produtivas de suas unidades de produção, nem incorporar práticas ecologicamente corretas. Contudo, socialmente essa área rural, devido à ação de entidades religiosas, sindicais e da sociedade civil, tem um perfil diferenciado de empoderamento das comunidades rurais. Conclui-se que as ações de sustentabilidade econômica, ambiental e social estão em processo de construção no município, e são assimétricas e de baixa intensidade.

Palavras-chave


tores sociais; Desenvolvimento rural sustentável; Sustentabilidade local.

Texto completo:

PDF

Referências


APAC - Agência Pernambucana de Águas e Clima. Posto Pluviométrico nº 128 de Triunfo (PE). Disponível em: . Acesso em: 03 jan. 2017.

BARROS JUNIOR, G.; SANTOS, J. A.; FERNANDES, A. C.; BISOL, D. E. A Caatinga Guardiã da Água. Afogados da Ingazeira, PE: Asa Branca, 2015. 40 p. Disponível em: . Acesso em: 13 fev. 2016.

BORN, R. H. Agenda 21: legado da Rio 92 e instrumento para transformação social. In: BORN, R. H. Diálogos entre as esferas global e local: contribuições de organizações não-governamentais e movimentos sociais brasileiros para sustentabilidade, equidade e democracia planetária. São Paulo: Peirópolis, 2002. p. 7-18.

BRASIL. Decreto n° 74.794, de 30 de outubro de 1974 (Dispõe sobre a criação do Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste-POLONORDESTE) Diário Oficial (da) República Federativa do Brasil. Brasília, 31 de outubro de 1974. Disponível em: . Acesso em: 02 ago. 2016.

BURSZTYN, M. A. A.; BURSZTYN, M. Desenvolvimento sustentável: biografia de um conceito. In: NASCIMENTO, E. P.; VIANNA, J. N. S. (Org.). Economia, meio ambiente e comunicação. Rio de Janeiro: Garamond, 2006. 184 p.

CONDRAF. Síntese da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural (Proposta aprovada no dia 24 de fevereiro de 2010). Brasília: MDA, 2010a. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2016.

CONDRAF. Projeto de Lei da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural (Proposta aprovada no dia 08 de dezembro de 2010). Brasília: MDA, 2010b. Disponível em: . Acesso em: 12 fev. 2016.

FALCÃO, R. B. de M.; OLIVEIRA, A. P. da S. Desenvolvimento Rural Sustentável: um guia prático para as comunidades do Semiárido Nordestino. Natal: Ed. Independente, 2003. 106 p.

FERREIRA, L. C. (Org.) A questão ambiental na América latina: teoria social e interdisciplinaridade. Campinas: Ed. da Unicamp, 2011. 97 p.

GOMES, J. M. Uma retrospectiva dos programas de desenvolvimento regional integrados - PDRI’S. Revista de Políticas Públicas, São Luís,.v. 2, n. 1, p. 45-78. jan./jul. 1996.

GOVERNO DO BRASIL. Meio Ambiente: Acordos Globais. Publicado em 28 jan. 2012. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2016.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável: Brasil 2002. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. 195 p. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2016.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2000. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 2016.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2006. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2016.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2010. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 2016.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2016.

LAYRARGUES, P. P. Do ecodesenvolvimento ao desenvolvimento sustentável: a evolução de um conceito? Proposta, Rio de Janeiro, v. 24, n. 71, p. 1-5, 1997.

LIMA, M.; EVANGELISTA, J.; GAMARRA-ROJAS, C. Produção agroecológica e acesso a mercados locais. Recife: Diaconia, 2006. 56 p.

MALHEIROS, T. F.; PHLIPPI JÚNIOR, A.; COUTINHO, S. M. V. Agenda 21 Nacional e Indicadores de Desenvolvimento Sustentável: contexto brasileiro. Revista Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 17, n. 1, p. 7-20, jan./mar. 2008.

MMA - Ministério do Meio Ambiente. Agenda 21 Brasileira: avaliação e resultados. Brasília, 2012. 86 p. Disponível em: . Acesso em: 07 ago. 2016.

NABUCO, M. R. A (des)institucionalizacão das políticas regionais no Brasil. Revista Eletrônica de Ciências Humanas e Sociais, v. 1, n. 2, p. 65-88. 2007. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2017.

NUNES, S. P. O crédito rural do Pronaf e os recentes instrumentos de política agrícola para a agricultura familiar. Boletim Eletrônico - Conjuntura Agrícola, Curitiba, n. 156, 2007.

SACHS, I. Pensando sobre o desenvolvimento na era do meio ambiente. In: STROH, P. Y. (Org.). Caminhos para o desenvolvimento sustentável. 2. ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. p. 47-64.

SAMPAIO, Y. de S. B.; VITAL, T. W. Desenvolvimento sócio-econômico-ambiental: conceito e problemas para mensuração. Reflexões Econômicas. v. 1, n. 1, p. 249-274. Recife, abr./set. 2015.

SAMPAIO, Y.; SABBAG, W. J.; VITAL, T.; SAMPAIO, G. R. Perfil de Entrada do Projeto Dom Hélder Câmara: Território do Sertão Sergipano. Sergipe: ADUFERPE, 2008. 261 p.

SANTOS, A. de S. dos; CURADO, F. F.; SILVA, E. D. da.; PETERSEN, P. F.; LONDRES, F. Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido Paraibano: Relatório. Aracaju: Embrapa Tabuleiros Costeiros, 2012. 60 p.

SILVA, R. M. A. da. Entre o combate à seca e a convivência com o Semiárido: transições paradigmáticas e sustentabilidade do desenvolvimento. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 2008. n. 12, 274p.

SILVA, C. L. d.; SOUZA-LIMA, J. E. de. (Org.). Políticas públicas e indicadores para o desenvolvimento sustentável. Saraiva. São Paulo, 2010. 338p.

SIMÃO, A. G.; SILVA, C. L.; SILVA, H. P. E.; CASTANHEIRA, M. A. V.; JUREC, P. S. S.; WIENS, S. Indicadores, políticas públicas e a sustentabilidade. In: SILVA, C. L.; SOUZA-LIMA, J. E. (Org.). Políticas Públicas e Indicadores para o Desenvolvimento Sustentável. Saraiva. São Paulo, 2010. v. 1, p. 83-125.

VARELLI, L.; ROMANO, J. O.; ANTUNES, M.; NABUCO, R. Mapeamento de experiências de monitoramento de políticas públicas pela sociedade civil no Brasil. 2009. In: ROMANO, J. O.; HERINGER, R. (Org.). A Política vivida: olhar crítico sobre monitoramento de políticas públicas. Rio de Janeiro: Actionaid - Ford Foundation, 2011. 432 p.




DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9168.2019v12n1p195-218

Revista em Agronegócio e Meio Ambiente


Unicesumar, Maringá (PR), Brasil
Contato: naep@unicesumar.edu.br
ISSN 2176-9168 On-line
ISSN 1981-9951 Versão impressa interrompida em 2019

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.