¿Cómo puede el derecho contribuir a la desplataformización de la misoginia? entre la opacidad algorítmica, el STF y el marco civil de internet
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9184.2025v25.e13985Palabras clave:
Desplataformización de la Misoginia, Marco Civil de Internet, Misoginia, Opacidad Algorítmica, Plataformas DigitalesResumen
Contextualización: En junio de 2025, el Supremo Tribunal Federal (STF) resolvió los Recursos Extraordinarios (RE) nº 1.057.258 y nº 1.037.396, declarando la inconstitucionalidad del artículo 19 del Marco Civil de Internet. Esta decisión modificó de manera significativa el régimen de responsabilidad de los proveedores de aplicaciones de internet en Brasil, haciéndolos responsables por el contenido publicado por terceros en las redes sociales.
Objetivo: Dada la reciente aparición del tema, este artículo tiene como objetivo general analizar si, a través de un cambio tan significativo, el Derecho puede contribuir a la desplataformización de la misoginia — entendida aquí como la eliminación de contenidos, individuos o grupos que promueven discursos misóginos en las redes sociales. Se argumenta que la plataformización de la misoginia ha sido históricamente favorecida por dos factores principales: la opacidad algorítmica en la distribución de contenidos y la ausencia de responsabilidad de los proveedores de aplicaciones de internet. El abordaje profundo de estas dos cuestiones constituye, por lo tanto, los objetivos específicos de este estudio.
Metodología: Se trata de una investigación exploratoria, con enfoque de abordaje deductivo y técnicas de investigación bibliográfica y documental.
Resultados: Se concluyó que la misoginia en las redes sociales se ve amplificada por estructuras algorítmicas opacas y por un modelo de negocio que obtiene beneficios de ella. Asimismo, la histórica ausencia de responsabilidad de los proveedores por los contenidos de terceros ha contribuido al mantenimiento de este escenario; sin embargo, los recientes avances jurídicos, en especial la decisión del STF, señalan la posibilidad de un mayor control. Regular las plataformas es, por lo tanto, esencial para la protección de los derechos fundamentales y para enfrentar la misoginia digital.
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