Rendimentos de carcaça, cortes e vísceras das principais espécies de peixes siluriformes pescadas no estado do Amazonas
DOI:
https://doi.org/10.17765/2176-9168.2026v19.e12903Palabras clave:
Amazônia, Bioeconomia, Sazonalidade, Sustentabilidade, Tecnologia do pescadoResumen
A elevada diversidade de peixes amazônicos, aliada à crescente demanda por aproveitamento integral dos recursos pesqueiros e redução de resíduos, reforça a necessidade de estudos que subsidiem o uso sustentável dessas espécies. Nesse contexto, o presente estudo avaliou os rendimentos cárneos e de subprodutos de 14 espécies de peixes Siluriformes comercializadas no Estado do Amazonas, considerando a influência da sazonalidade (cheia e seca). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial (14×2), com 10 repetições por tratamento, totalizando 280 espécimes. Observou-se efeito significativo (p<0,05) da estação sobre o peso médio, sendo superior na cheia. A Pirarara destacou-se como a espécie mais pesada na cheia, enquanto a Dourada apresentou maior peso na seca. Os rendimentos de peixe eviscerado foram superiores (p<0,05) para Babão, Piracatinga e Caparari na cheia, e para Babão, Piracatinga e Bagre zebra na seca. De modo geral, a maioria das espécies apresentou maior (p<0,05) rendimento de carcaça na seca, com exceção de Caparari e Dourada. O Mapará apresentou os maiores rendimentos de corpo limpo e filé, enquanto a Piramutaba se destacou nos rendimentos de ventrecha. A estacionalidade não influenciou (p>0,05) os rendimentos sem pele. A Pirarara apresentou maiores (p<0,05) proporções de cabeça e vísceras, principalmente na cheia. De forma geral, espécies como Jaú, Jandiá e Mapará apresentaram maiores rendimentos de carcaça na estação seca. Os resultados evidenciam a influência dos ciclos hidrológicos sobre a composição corporal e o aproveitamento industrial dessas espécies, contribuindo para estratégias de processamento mais eficientes e sustentáveis na cadeia produtiva do pescado amazônico.
Citas
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